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Restart: só porque o cara se cuida não significa que é gay

Da Redação ·
 “Um dia fiquei cansado de perder no vídeogame e falei, “Aperta o restart ai!”, explica Pe Lanza sobre o nome da banda
fonte: Arquivo
“Um dia fiquei cansado de perder no vídeogame e falei, “Aperta o restart ai!”, explica Pe Lanza sobre o nome da banda

Há dois anos, ao tocar e cantar no intervalo do colégio, os amigos Pe Lanza, Pelu, Koba e Thomas não pensavam que em 2010 seriam os grandes vencedores de duas das maiores premiações da música brasileira: o VMB e o Prêmio Multishow. A brincadeira de se tornar rockstar e integrante de uma banda de sucesso se tornou real e hoje a banda Restart é uma das maiores febres teen dos últimos anos.

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Os garotos de 18 e 19 anos falaram em entrevista exclusiva para à QUEM sobre a carreira musical, namoro, fãs e a moda das roupas coloridas, reinventada pelo grupo. “Acho que moda e música têm uma ligação muito forte”, disse Pelu ao lado dos amigos, que assumem com muita confiança serem metrossexuais. “Só porque o cara gosta de se cuidar não significa que ele seja gay. Quem que gosta de se olhar no espelho e falar, ‘Nossa, eu estou horrível!”

QUEM: Quando surgiu a ideia da banda? Vocês já se conheciam? Pe Lanza: A gente é amigo desde o colégio, nos conhecemos desde muito pequenos, com 8, 9 anos de idade. Passamos por todas as fases da vida juntos. Um dia começamos a levar o violão para o colégio e tocar nos intervalos. Até que a gente falou, ‘pô, vamos montar uma banda!”. Começou como uma brincadeira e resolvemos fazer uma parada profissional há dois anos. Juntamos tudo de legal que fizemos juntos e com outras bandas e montamos a Restart. Agora estamos viajando pra caramba e tocando em muitos lugares.

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QUEM: E da onde surgiu o nome Restart? Pe Lanza: Vem do videogame. A gente tava jogando e eu lembro que eu só perdia. Estávamos pensando para um nome e tínhamos várias opções, mas nenhuma tinha muito a nossa cara. Até que um dia fiquei cansado de perder e falei, “Aperta o restart ai!”. Achamos legal! É um nome tem que a ver com o que estávamos vivendo também, tem tudo a ver com uma de nossas primeiras músicas de trabalho, que se chama “Recomeçar”. Tudo ficou muito bem ligado, deu bem o sentido de recomeço.

QUEM: Antes de vocês serem coloridos, como vocês se vestiam? Pe Lu: A gente sempre foi meio colorido, na verdade o que mudou e chamou mais atenção foi o lance das calças. Mas antes das calças a gente já usava umas camisetas coloridas, boné, acessórios...Essas coisas.

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QUEM: Quando surgiu a ideia da banda? Vocês já se conheciam? Pe Lanza: A gente é amigo desde o colégio, nos conhecemos desde muito pequenos, com 8, 9 anos de idade. Passamos por todas as fases da vida juntos. Um dia começamos a levar o violão para o colégio e tocar nos intervalos. Até que a gente falou, ‘pô, vamos montar uma banda!”. Começou como uma brincadeira e resolvemos fazer uma parada profissional há dois anos. Juntamos tudo de legal que fizemos juntos e com outras bandas e montamos a Restart. Agora estamos viajando pra caramba e tocando em muitos lugares.

QUEM: E da onde surgiu o nome Restart? Pe Lanza: Vem do videogame. A gente tava jogando e eu lembro que eu só perdia. Estávamos pensando para um nome e tínhamos várias opções, mas nenhuma tinha muito a nossa cara. Até que um dia fiquei cansado de perder e falei, “Aperta o restart ai!”. Achamos legal! É um nome tem que a ver com o que estávamos vivendo também, tem tudo a ver com uma de nossas primeiras músicas de trabalho, que se chama “Recomeçar”. Tudo ficou muito bem ligado, deu bem o sentido de recomeço.

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QUEM: Antes de vocês serem coloridos, como vocês se vestiam? Pe Lu: A gente sempre foi meio colorido, na verdade o que mudou e chamou mais atenção foi o lance das calças. Mas antes das calças a gente já usava umas camisetas coloridas, boné, acessórios...Essas coisas.

“Um dia fiquei cansado de perder no vídeogame e falei, “Aperta o restart ai!”, explica Pe Lanza sobre o nome da banda

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QUEM: Vocês acham que fizeram uma revolução no estilo dos seus fãs? Pe Lu: Antes tinha aquela pegada do “emo”. O lance das calças foi uma coisa para a gente. Participamos de uma sessão de fotos e colocamos calças coloridas por acaso e quando vimos o resultado gostamos muito. E fora que tem tudo a ver com a gente. Combina com o nosso astral. Somos brincalhões um com o outro e linkou bem com a música. Acho que moda e música têm uma ligação muito forte. Através da sua roupa, e da forma como você se veste, você acaba passando uma mensagem. E vamos deixar claro que nós não somos obrigados a usar coisas coloridas. Usamos porque a gente gosta! Volta e meia o Thomas usa branco, o Pe (Lanza) uma calça preta, e Koba hoje tá com uma jaqueta meio pastel ( apontou para o baixista rindo).

Thomas: Nos anos 80 todo mundo era colorido. Não dá pra falar que a gente inventou isso tudo, apenas trouxemos de volta uma moda que já existia.

Pe Lu: E não foi uma coisa pensada. Muito pelo contrário. Também já nos vestimos de preto e usávamos coisas da moda “emo”. Já tivemos a nossa fase, mas passou.

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QUEM: As mães das suas fãs aprovam esse visual? Pe Lanza: Toda mãe chega para mim e fala, ‘Menino, levanta essa calça!’ (neste momento, o músico se vira e mostra a calça laranja bem baixa, com a cueca roxa à mostra). Mas elas gostaram. Como a gente trouxe um estilo que estava um pouco morto desde os anos 80 elas aprovaram. Até porque começou a bombar nas vitrines. Várias lojas agora vendem peças de roupa coloridas. É até normal ver algumas das mães com calças coloridas (risos). E fora que é bem o clima do nosso país: verão, alegre...

Pe lu: É, o Brasil é colorido. O fato da galera ter gostado disso tem a ver com o momento que estamos passando. Vivemos em um país mais otimista. E isso reflete em tudo, inclusive na moda. As lojas não estão fazendo por causa da gente, mas sim porque vende.

“Somos muito românticos, mas também temos o nosso momento pegação como todo muleque”, Pe Lanza

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QUEM: Vocês se consideram metrossexuais? Pe Lanza: (risos)Com certeza! A gente se considera pra caramba! E ser metrossexual não significa ser homossexual. Só porque o cara gosta de se cuidar não significa que ele seja gay. Mas acho que é uma coisa natural do ser humano. Mesmo quem fale que não é metrossexual eu tenho certeza que na hora de ir pra balada fica na frente do espelho, passa um perfume, coloca uma roupa bonita...

Pe Lu: Quem que gosta de se olhar no espelho e falar, ‘Nossa, eu estou horrível!”

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Thomas: E fora que o cara que não se cuida também não vai pegar ninguém! (risos)

QUEM: A música de vocês fala bastante de relacionamentos e é bem romântica. Vocês são mesmo românticos ou é charminho para as mulheres? Pe Lanza: Somos muito românticos.

Pe Lu: A gente não é do tipo badala. Levamos para jantar, trocamos uma ideia com a menina...Mas claro, temos o nosso lado pegação como todo muleque de 18 e 19 anos.

Pe Lanza: Na verdade, todo muleque pensa em ir pra balada e pegar todo mundo mas a gente ta viajando tanto que às vezes faz falta uma namorada para ficar junto, assistir a um filme, poder ligar pra alguém quando estamos longe.

Pe Lu: O verdadeiro problema é que estamos todos solteiros!

QUEM: Vocês ficam com fãs? Acham possível um caso com uma fã se tornar um namoro sério? Pe Lanza: Não vemos problema em ficar com uma fã. Ela é uma menina como outra qualquer, achamos normal.

Pe Lu: O Koba tem uma teoria: e ele fala que provavelmente a gente vai acabar se apaixonando por uma fã, porque passamos a maior parte do tempo com elas. E elas são as pessoas que mais gostam do nosso trabalho. E o nosso trabalho é a maior parte da nossa vida hoje em dia. Então uma coisa linka com a outra. Isso é muito natural.

QUEM: O que os fãs podem esperar do filme do Restart? Pe Lanza: Vai ser muito emocionante e divertido. Terá a gente, o Restart! (risos)