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Vera Fischer: Eu não sei escrever pra gente pobre

Da Redação ·

Vera Fischer está a todo vapor com o lançamento do romance Serena, que chega às livrarias no próxima dia 20. Em conversa com a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a atriz falou sobre seu processo criativo – ela diz ter escrito dez livros em um ano – e afirmou que não sabe ‘escrever para pobre’.

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“Eu descrevo os personagens, o perfume, as roupas, se é Ungaro ou Valentino. Meus personagens não são nunca pobres, são sempre ricos (gargalhada)”, disse Vera, que justifica a classe social dos seus personagens: “Porque eu não gosto, eu não sei escrever pra gente pobre. Eu detesto.”

De acordo com a atriz, cada livro traz pelo menos uma viagem ao exterior. “O "Serena" tem Marrocos e St. Barths, no Caribe”, disse.

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Apesar de focar no público rico, Vera afirma que ‘os pobres’ também vão poder comprar seus livros. “Porque eles não custam caro. Eles vão se identificar e adorar. Coisa bonita sempre é melhor”, completou.

A atriz afirma que seus livros são rápidos, pois “esse negócio de descrever uma folhinha caindo da árvore em quatro páginas, ninguém tem mais saco pra ler isso, não”. Ela também explora o mundo do sexo: “Os meus livros têm sexo de todo tipo. Têm gays fazendo sexo - eu não sei como é, mas invento. Tem de tudo. Não tenho pudor. O mundo dos escritores é assim.”

Sobre a declaração dada em 2009, quando disse que estava há dois anos sem fazer sexo, Vera contou que, atualmente, “de vez em quando tem um sexozinho assim rápido.”

Para encerrar, a atriz também se queixou da eleição de Dilma Rousseff, do PT. “Eu achei que podia uma mulher ser eleita presidente, mas não esta (Dilma Rousseff). Porque essa não dá, né? O PT não dá mais”, concluiu.