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Aquecimento global pode provocar câncer

Da Redação ·
 Geleiras estão liberando poluentes que podem provocar câncer, doenças cardíacas e infertilidade
fonte: Flickr
Geleiras estão liberando poluentes que podem provocar câncer, doenças cardíacas e infertilidade

O derretimento de geleiras e camadas de gelo estão liberando, no ar e nos oceanos, poluentes que causam câncer, revelaram cientistas.

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Segundo os pesquisadores, os produtos químicos entram na cadeia alimentar e se acumulam no corpo das pessoas, provocando tumores, doenças cardíacas e infertilidade. A informação foi revelada nesta quinta-feira (9).

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O alerta foi dado por um novo estudo internacional sobre a relação entre as mudanças climáticas e um tipo de toxinas feitas pelo homem, chamadas de poluentes orgânicos persistentes (POP, na sigla em inglês).

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A pesquisa, que deverá ser publicada no mês que vem, diz que a elevação da temperatura e as condições meteorológicas mais extremas estão aumentando a exposição do homem aos poluentes em todo o mundo, incluindo o Reino Unido.

Os cientistas estão preocupados com os POPs porque eles duram décadas no ambiente e se acumulam nos tecidos do corpo. Essas toxinas incluem pesticidas como o DDT e produtos químicos usados em produtos elétricos.

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Donald Cooper, do Programa para o Meio Ambiente da ONU (Organização das Nações Unidas), que publicou o relatório durante o COP 16 (16ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática), que se realiza em Cancún, no México, disse que as geleiras e as camadas de gelo estão liberando POPs presos anos atrás no ar e nos oceanos.

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Eventos meteorológicos extremos, como as recentes inundações no Paquistão, liberaram poluentes proibidos que que haviam sido armazenados para serem incinerados.

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Altas temperaturas tendem a aumentar a propagação da malária, o que, por sua vez, faz crescer o uso de sprays como o DDT, que fazem mal à saúde, além de deixar baleias, focas e ursos polares vulneráveis aos poluentes.

Cooper explicou que o problema acontece em todas as partes do mundo. Ele disse que quantidades muito pequenas desses poluentes entram na cadeia alimentar e se acumulam à medida que sobem na cadeia alimentar, até chegar ao leite materno e ao sangue humano.

O estudo da ONU revelou que os níveis de POPs do leite materno e do sangue estão aumentando em várias partes do planeta.