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NX Zero ousa e se aventura pelo rap em novo álbum

Da Redação ·
 "Além dos fãs, fomos elogiados por quem vive essa cena, como MV Bill e Ice Blue", afirma Di Ferrero (de xadrez)
fonte: Divulgação
"Além dos fãs, fomos elogiados por quem vive essa cena, como MV Bill e Ice Blue", afirma Di Ferrero (de xadrez)

Para quem acompanha o NX Zero, não é novidade que a banda flerta com o hip hop há certo tempo. Seja nos shows ou em vídeos de bastidores das turnês, sempre acaba sobrando um trecho onde algum dos meninos se arrisca a fazer um beatbox e mostrar uma “cara de mano”. Di Ferrero já gravou participações em singles do gênero sem o grupo – em “All Good Things”, de Nelly Furtado, ele faz pontes versadas, ainda na época que “Razões e Emoções” ocupava o topo das paradas. Com o rappper Túlio Dek o vocalista emplacou “Tudo Passa” nas rádios do País.

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Agora, com “Projeto Paralelo”, essa influência do hip hop se tornou uma aposta do NX Zero. Uma cartada ousada. Gravado no segundo semestre deste ano, o novo álbum traz como música de trabalho a faixa “Onde Estiver”, além de versões para as canções “Só Rezo” e “Cedo ou Tarde” e outros sons inéditos. São trabalhos que mesclam batidas e scratches com uma guitarra bem distorcida, o que faz ser percebida, nas remixagens, uma forte influência de Limp Bizkit e Linkin Park.
 

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O que de fato legitima essa imersão pelo mundo do hip hop é a lista de rappers de peso que participam desse trabalho. Nomes que vão de Rappin Hood a Negra Li, passando pela revelação Emicida e a batida perfeita de Marcelo D2, entre outros. E quem assina a produção musical do disco é Rick Bonadio, que para a memória de poucos, antes de produzir bandas como Charlie Brown Jr. e CPM 22, cantou versos do gueto, isso lá nos anos 1980.
 

Di conta que o grupo trabalhou nessa ideia sem grandes ambições. Tanto que para tirar a pressão da repercussão do NX Zero se aventurando com o rap, eles resolveram dar o nome de “Projeto Paralelo” para o álbum. “Na gringa se escuta mais esse tipo de mistura e por aqui esse nosso novo som está sendo bem aceito, mas não levantamos a bandeira do hip hop, não temos essa pretensão”, explica. “O louco é que além dos fãs, fomos elogiados por quem vive essa cena como o MV Bill, o Ice Blue, que só não participaram desse registro pois estavam com suas agendas lotadas”, afirma.
 

Gee assina documentário que sai neste ano: "sempre fui o cara do vídeo"
 

Para complementar esse trabalho, o NX Zero deve lançar até o final do ano um documentário em DVD com depoimentos e as histórias dos convidados que participaram da empreitada. Gee, o guitarrista da banda, é quem está à frente da direção. Ele revela como conquistou essa responsabilidade e o que os fãs podem esperar. “Sempre fui o cara que se preocupou nesse lado de designer, foto, vídeo e comecei a cuidar disso. Agora, com certeza a confiança (do restante do grupo) só veio com o tempo mesmo. Até hoje vamos acertando todos os detalhes juntos. Sobre as filmagens, o que eu acho mais legal é que, como eu passei todos os dias no estúdio, pretendo mostrar o processo de criação até a finalização”.