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Listra 'sumida' de Júpiter começa a reaparecer

Da Redação ·
 Foto mostra "tempestade" no Cinturão Equatorial Sul de Júpiter; detalhe revela que a listra está ficando escura novamente depois ter ficado esbranquiçada
fonte: JPL/Universidade de Oxford/Berkeley/Observatório Gemini
Foto mostra "tempestade" no Cinturão Equatorial Sul de Júpiter; detalhe revela que a listra está ficando escura novamente depois ter ficado esbranquiçada

Uma das características listras marrom-escuras (para alguns, vermelhas) de Júpiter – que astrônomos amadores notaram ter passado de marrom para branco – parece que está recuperando sua cor original.

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Nesta quinta-feira (25), astrônomos anunciaram ter observado as primeiras imagens – como a foto desta reportagem – do reaparecimento da listra sumida.

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Conhecida como Cinturão Equatorial Sul (SEB, na sigla em ingles), a listra fica na parte ao sul da linha do equador do planeta e pode ser vista por telescópios amadores. Geralmente, é marrom, mas no último outono, ela sumiu – para alguns deles, ficou branca.

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No começo de novembro do ano passado, o astrônomo amador filipino Christopher Go, notou uma mancha brilhante no cinturão, que estava com uma aparência fora do comum (esbranquiçado), fenômeno que os astrônomos apelidaram de “tempestade” em Júpiter.

Essa mancha fez com que astrônomos amadores e profissionais de todo o mundo apontassem seus telescópios para Júpiter.
Depois de várias observações com os telescópios Keck (de dez metros), Gemini (de oito metros) e infravermelho da Nasa – todos os três localizados no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí, nos Estados Unidos –, os cientistas agora dizem que a listra está reaparecendo aos poucos.

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Segundo Glenn Norton, pesquisador do Laboratório de Jato Propulsão (JPL) da agência espacial americana, “o motivo por que Júpiter parece ter 'perdido' sua faixa – camuflando-se entre as faixas brancas que ficam em volta – é que os costumeiros ventos decantados (separação espontânea de um sólido num líquido ou de líquido em líquido por causa do repouso), que são secos e mantêm a região livre de nuvens, cessaram”.

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- Uma das coisas que estávamos procurando por meio do infravermelho era a prova de que o material escuro que aparecia à luz visível foi realmente o começo da “limpeza” na camada de nuvens, e foi exatamente isso o que vimos.

A foto ao lado foi tirada no dia 18 de novembro pelo telescópio Gemini North. Ela combina imagens em azul, vermelho e amarelo em uma composição de cores falsa, que mostra claramente a tempestade no Cinturão Equatorial Sul de Júpiter. E a listra, que está branca desde o outono, agora parece estar se tornando escura de novo.