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Novas pragas virtuais roubam informações e 'atitudes' de usuários

Da Redação ·

Um estudo da Universidade Ben-Gurion, em Israel, revelou que uma nova geração de pragas virtuais - programas escritos para fins maliciosos, como o roubo de identidade - poderá roubar dados de padrões de comportamento humano a partir de relacionamentos em redes sociais, o que representa um perigo maior que os atuais ataques detectáveis.

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Na pesquisa, Yaniv Altschuler e Yuval Elovici falam sobre ameaças de vírus que extraem informações de relacionamentos no mundo real e de características dos indivíduos, que tiram da internet.

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Por meio de modelos matemáticos e baseados em dados reais de redes de celular, os pesquisadores demonstraram que os ataques de vírus tradicionais podem ser adaptados para rastrear o comportamento humano em redes sociais.

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De acordo com os pesquisadores, muitas redes sociais coletam importantes dados do usuário, como idade, ocupação e personalidade para criar uma “identidade rica”. Com acesso a essas informações sensíveis, é possível fazer ataques direcionados e mais perigosos. Eles explicam que existe um nível de confiança entre os usuários de redes sociais, que pode ser violado por essas ameaças, sem que eles sequer saibam.

O estudo mostrou também que, em muitos casos, um ataque “invisível” (que rouba informações confidenciais a uma velocidade lenta e é difícil de detectar) pode permitir a coleta de muitas informações por seu operador.

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Já o novo tipo de ataque, cujo objetivo é aprender padrões de comunicação social, pode pegar carona nas mensagens dos usuários ou imitar seus padrões, não chamando atenção para si mesmo enquanto atinge seu alvo.

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Um dos grandes riscos do roubo de informações de redes sociais do mundo real é que esse tipo de informação é estático, em comparação a alvos tradicionais de ataques maliciosos.

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Por exemplo, senhas, nomes de usuário e números de cartões de crédito podem ser alterados. Um computador infectado pode ser limpado com um antivírus. E uma conta de e-mail, de um programa de mensagem instantânea ou de uma rede social podem ser facilmente substituídos, e os contatos, alertados da invasão.

Mas é muito mais difícil alterar uma rede no mundo real, relações pessoais, amizades ou laços de família.

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A vítima do roubo de um padrão de comportamento não pode mudá-lo facilmente. Além disso, esse tipo de informação, uma vez liberado, é difícil de conter - assim que a informação foi extraída na forma digital. é muito difícil, senão impossível, de garantir que todas as cópias foram apagadas.

Os pesquisadores explicam que muitas organizações perceberam que o valor da informação retirada da comunicação e de outros dados de comportamento podem ser usados para vários fins, como em campanhas de marketing, por exemplo.

Eles contaram que nada leva a crer que os desenvolvedores de programas maliciosos já não tenham começado a usar esses métodos na nova geração de pragas, já que existe um mercado negro que revende esse tipo de informação.