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Astrônomos rivais não confirmam existência do planeta Gliese 581g

Da Redação ·
 Representação artística que ilustra o exoplaneta Gliese 581 g.
fonte: NASA/Lynette Cook
Representação artística que ilustra o exoplaneta Gliese 581 g.

Uma equipe europeia de astrônomos informou nesta semana que não foi capaz de confirmar a presença de um planeta na zona habitável da estrela Gliese 581. A descoberta desse mundo, saudado como o primeiro planeta já descoberto teoricamente capaz de suportar vida como a conhecemos fora do Sistema Solar, havia sido anunciada por um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos no fim de setembro.

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O planeta supostamente habitável, chamado Gliese 581g, seria o quinto de sua estrela. A descoberta, anunciada por Steven Vogt, da Universidade da Califórnia, e Paul Butler, da Instituição Carnegie, de Washington, teve como base 122 medições da posição da estrela, feitas a partir do Telescópio Keck 1, baseado no Havaí, e 119 medições feitas com base no Observatório Europeu Sul (ESO), instalado no Chile.

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O planeta não foi diretamente observado. Como a maioria dos demais mundos já descobertos fora do Sistema Solar, sua presença foi deduzida a partir de movimentos da estrela, atribuídos à influência gravitacional de um planeta próximo. No entanto, Gliese 581 já tem pelo menos quatro outros planetas em órbita, o que torna difícil distinguir a causa exata de suas oscilações.

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Em simpósio realizado na Itália, astrônomos europeus disseram que o sinal do novo planeta não aparece em dados mais recentes obtidos pelo ESO.

De acordo com Francesco Pepe, do Observatório de Genebra, o grau de precisão dos dados também não permite excluir a presença de Gliese 581g e de outro planeta anunciado pelos americanos, Gliese 581f. Butler e Vogt não estão comentando as conclusões dos rivais, uma vez que os dados utilizados pelo grupo europeu ainda não estão disponíveis publicamente.

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De acordo com o website da revista Scientific American, o impasse opõe dois dos grupos mais renomados de caçadores de planetas do mundo. Dois dos colaboradores do Pepe, Michel Mayor e Didier Queloz, foram os primeiros a descobrir um planeta em órbita de uma estrela semelhante ao Sol, em 1995. A equipe de Butler e Vogt, por sua vez, já descobriu centenas de planetas.