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Cápsula Fênix fez 78 viagens para resgatar 33 mineiros e 6 socorristas

Da Redação ·

A cápsula Fênix 2, a "Apolo XI" do resgate chileno, realizou 78 viagens de subida e descida para trazer de volta à superfície os 33 mineiros presos na mina San José, no Chile, além dos seis socorristas que desceram para ajudar os trabalhadores.

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Com quatro metros de comprimento e 53 centímetros de diâmetro, pintada com as cores da bandeira chilena, a cápsula foi para o resgate dos mineiros o que a nave Apolo XI foi para a chegada do homem à Lua.

O compartimento metálico - projetado pela Nasa, a agência espacial americana - foi o veículo usado para transportar o grupo de mineiros, que estava preso desde 5 de agosto. Uma grua foi usada para descer e içar a Fênix através do estreito duto de 622 metros de profundidade escavado para o resgate.

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Com alguns amassados e o revestimento sujo e arranhado pelo atrito com a rocha escavada, a cápsula desceu ao fundo da mina e subiu de volta à superfície 78 vezes, um trajeto de ida e volta para cada mineiro e outros seis para os socorristas que foram prepará-los para sair, depois de 70 dias sob a terra.

Assim como aconteceu com a nave espacial Apolo XI quando chegou à Lua em 1969, a descida da Fênix 2 ao fundo da mina foi acompanhada ao vivo por milhões de espectadores em todo o mundo.

"A cápsula teve um comportamento extraordinário, sem rotação", indicou Jaime Mañalich, ministro da Saúde chileno.

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Entre os primeiros resgates, uma pequena manutenção era realizada na cápsula, com a troca de algumas das rodas laterais instaladas para aumentar a estabilidade.

"Assim como ocorre com os automóveis quando atingem uma certa quilometragem, a cápsula tem manutenção preventiva", explicou o ministro, tentando acalmar as pessoas que indagavam se havia algo de errado quando viam os técnicos realizando a manutenção.

A Fênix 2 foi construída pela Marinha chilena a pedido especial do governo. Foram fabricados três exemplares iguais da cápsula.

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Os primeiros testes de rolamento no interior do duto, dias antes do início do resgate, foram feitos com a Fênix 1. O salvamento em si, no entanto, foi operado com sua irmã, a Fênix 2.

O nome da cápsula foi escolhido pelas autoridades chilenas em alusão ao mito da ave Fênix, que renasceu das cinzas.

Em seu interior, os mineiros contavam com balões de oxigênio, um sistema de monitoramento de seus sinais vitais e outro para medir a saturação de oxigênio, além de um rádio para comunicação. Antes de embarcar, eles vestiram um macacão especial, luvas, capacete, óculos escuros (para se reacostumarem lentamente à claridade) e protetores de ouvido.