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Equipe que flagrou sexo oral de morcegos vence prêmio Ig Nobel

Da Redação ·
 Morcegos fazem sexo oral para aumentar tempo da relação
fonte: Divulgação
Morcegos fazem sexo oral para aumentar tempo da relação

Deu aquela "topada" com o dedo mindinho do pé na quina da porta? Não se acanhe e solte um palavrão bem alto. De acordo com cientistas britânicos, isso ajuda a aliviar a dor. O autor da descoberta, Richard Stephens, da Universidade de Keele, no Reino Unido, foi um dos ganhadores do Prêmio Ig Nobel, que premia os trabalhos mais inusitados do mundo da ciência. Uma equipe de chineses também levou uma das categorias por registrar em vídeo o sexo oral de morcegos, algo um tanto raro no mundo animal.

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O Ig Nobel é uma paródia do prestigiado prêmio Nobel - dado todos os anos, em Estocolmo e Oslo (na Suécia e Noruega), aos pesquisadores e profissionais que se destacaram em determinadas áreas. A premiação é patrocinada por uma revista de humor da Universidade Harvard, a Annals of Improbable Research (ou “Anais da Pesquisa Improvável). A entrega do prêmio aconteceu nesta quinta-feira (30), na universidade.

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No estudo sobre a dor, a equipe de Stephens fez com que voluntários colocassem as mãos em um balde de água bem gelada para ver quem aguentava mais. As pessoas com "boca suja" resistiram melhor à tortura, diz o pesquisador.

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– Nós achamos que, quando você xinga, produz uma reação emocional, ativa seu sistema nervoso e prepara seu corpo para o modo de fuga ou combate. Isso faz com que seu ritmo cardíaco aumente e a adrenalina flua.

Já o chinês Min Tan, do Instituto Entomológico de Guangdong, filmou a “transa” de 60 morcegos da espécie Cynopterus sphinx (30 fêmeas e 30 machos) em um parque local. Ele descobriu que as fêmeas se abaixam e geralmente sugam a parte do meio do pênis ou a base do órgão, mas não a glande, que já havia penetrado a vagina. Uma das hipóteses é que a prática tenha o objetivo de aumentar o tempo da relação.

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Enquanto isso, Lianne Parkin, pesquisadora da Universidade de Otago, na nova Zelândia, ganhou o IgNobel por uma pesquisa bem prática: ela descobriu que usar meias por cima dos sapatos evita que as pessoas caiam quando andam no gelo. Ela é pesquisadora de epidemiologia e trabalha como médica de família e diz que já viu fraturas bem graves causadas por quedas.

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A ideia da pesquisa surgiu em um encontro com amigos – muitos deles usavam meias sobre os sapatos. A médica, então, chamou alguns alunos e pediu que eles andassem em ruas com gelo. Aqueles que tinham os calçados revestidos conseguiram uma tração muito melhor e se espatifavam menos pelo chão.

– Obviamente nossa pesquisa foi engraçada, mas está relacionada a um assunto importante de saúde pública, as quedas, então achamos que ganhar o IgNobel é engraçado.