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Celulares do futuro serão dobráveis

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Celulares do futuro serão dobráveis
fonte: Reprodução/TV Globo
Celulares do futuro serão dobráveis

O celular caiu mesmo no gosto do brasileiro. Já existem quase 190 milhões de aparelhos no país. E o número não para de aumentar. No ano que o celular completa 20 anos no Brasil, o Fantástico foi conferir o que esses aparelhinhos vão fazer num futuro próximo.

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As cenas parecem de ficção científica. Mas não para quem é da geração que nasceu usando celular.

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“Esse daqui foi o primeiro celular com câmera que chegou no Brasil e, enfim, foi o primeiro celular que eu comecei a usar realmente”, conta Pedro.

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Pedro tem 14 anos e já está no sétimo aparelho. Agora ele está com o último lançamento, que faz até vídeo-chamada. A conversa ao vivo é com o amigo em Paris.

No mesmo ano em que Pedro nasceu, Fernando Carvalho abriu a primeira loja de venda de celulares e foi juntando os aparelhos. A loja agora parece museu.

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Quando chegou a primeira geração de telefone celular no Brasil, apenas 200 felizardos em todo o país, no Rio de Janeiro, tinham um.

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Lembra da bateria, que acaba sempre? “Uma bateria dessas durava no máximo 12 horas, não falando. Se fosse falar, por volta de 4 horas”, lembra Fernando.

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O aparelho e a bateria enorme são da mesma época em que o repórter fez a primeira reportagem no Jornal Nacional sobre a chegada do serviço de telefonia móvel do Brasil. Na época, não se usava nem a expressão telefone celular.

“Era enorme, aquele tijolão com duas linhas, parecia uma agenda”, brinca um rapaz.

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Hoje é difícil achar alguém que não use celular. “Eu dependo dele 24 horas por dia”, conta uma mulher.

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“Eu tenho dois celulares, um que é um rádio, é mais fácil e recebo e-mails através dele. E o outro que é um celular normal mesmo”, diz uma jovem.

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A primeira cidade a ter telefonia móvel no Brasil, o Rio de Janeiro, hoje, já tem mais celular do que habitante. E isso não é só no Rio. Acontece em toda a Região Sudeste, no Sul e Centro-Oeste. Na verdade, o Brasil está caminhando rapidamente para ter mais celulares do que habitantes. Mas essa fartura não acontece em todo o país. Há cidades onde ainda é difícil falar.

Em São Martinho da Serra, Rio Grande do Sul, o agricultor José Álvaro da Trindade precisa de uma cadeira para alcançar o único lugar onde o celular funciona. A outra opção é sair de casa.

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“Mas dia de chuva, fica difícil. Tem que colocar uma roupa de chuva para poder atender lá”, diz ele.

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Nas grandes cidades a sensação é de que todo mundo fala no celular o tempo todo, mas as operadoras dizem que o brasileiro ainda usa pouco o aparelho. Em média, menos de cinco minutos por dia. O gasto médio por telefone é de R$ 20 por mês.

“O Brasil futuro não é mais a quantidade de linhas, mas o uso. O brasileiro precisa, tem a necessidade de usar muito mais e, para isso, a gente está trabalhando. Não só voz, como dados”, explicou o diretor de marketing Rogério Takayanagi.

Mas e o que falta ainda? Lembra do Pedro do início da reportagem? Ele vai apresentar algumas das novidades.

“Na verdade, isso aqui é um experimento da universidade de Cambridge, não existe isso ainda. É só um desenho, mas o que eles acham que, na teoria, no futuro, vi acontecer. Ela tira põe, na roupa, consegue dobrar o aparelho e colocar no pulso. É uma coisa que não tem o limite do físico. Você faz virar o que você bem entender, o que você precisar que vire”.

O pesquisador e professor universitário Jonas Federman mostra outra ideia fantástica: “Uma lente de contato, onde você substituiria os seus óculos por uma lente de contato, só que ela seria um monitor. Ou seja, ora você piscando ela tem transparência, ora você piscando ela é opaca e você navegaria através desse monitor colado a seu globo ocular. É ficção, mas quem sabe?”.

A imaginação dos projetistas vai muito além das necessidades dos mais exigentes usuários.