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Silvio de Abreu: 'O público aprecia a falta de caráter dos personagens'

Da Redação ·
 Silvio de Abreu é um dos mais consagrados autores de novela do País
fonte: Google Imagens
Silvio de Abreu é um dos mais consagrados autores de novela do País

Silvio de Abreu, de 67 anos, começou a escrever novelas em 1977 a convite da extinta TV Tupi. Sua estreia foi com Éramos seis, uma adaptação do romance de Maria José Dupré. No ano seguinte, aceitou o convite para trabalhar como autor na TV Globo. A partir daí, colocaria seu nome na lista dos grandes autores da televisão brasileira com sucessos como Guerra dos sexos, Rainha da sucata e A próxima vítima.


No ar com Passione, líder de audiência no horário nobre, Silvio conta em entrevista a ÉPOCA que hoje as tramas precisam ser mais ágeis do que eram no passado, diz que os vilões agradam ao público porque a retidão de caráter deixou de ser valorizada no país e lembra que, apesar da queda de audiência, as novelas continuam a ser o programa mais visto pelo telespectador brasileiro.

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QUEM É

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>> Silvio de Abreu nasceu em São Paulo em 20 de dezembro de 1942

O QUE FAZ

>> Estreou como ator em 1967 na novela O grande segredo, de Marcos Rey, transmitida pela extinta TV Excelsior. Em 1971, depois de atuar em filmes como A marcha e A super fêmea, tornou-se assistente do diretor Carlos Manga, com quem realizou o longa metragem O marginal. Em parceria com Manga, dirigiu ainda o documentário Assim era a Atlântida (1975). Também escreveu e dirigiu algumas pornochanchadas, entre as quais Cada um dá o que tem (1975) e A árvore dos sexos (1977). Na TV Globo, escreveu Pecado rasgado (1978), sua primeira novela como autor na emissora, Plumas e paetês (1980), Joga da vida (1981), Guerra dos sexos (1983), Cambalacho (1986), Sassaricando (1987), Rainha da sucata (1990), Deus no acuda (1992), Torre de Babel (1998), As filhas da mãe (2001) e Belíssima (2006)
 

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PROJETOS

>> Em 2012, planeja fazer o remake de Guerra dos Sexos

ÉPOCA – Você estreou em 1977 na TV Tupi como autor de novelas. Desde então, o público se tornou mais exigente?
Silvio de Abreu – O público que acompanha novelas há tantos e tantos anos sabe mais desse ofício do que qualquer profissional. Infelizmente, o nível cultural do nosso povo caiu muito da década de 1960 para cá. O ensino piorou, os valores mudaram, as ideologias sumiram. Então, não posso dizer que o público seja mais exigente em qualidade, mas tenho que admitir que sabe o que quer ver, embora nem sempre seja o melhor.

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ÉPOCA – Do início da sua carreira como teledramaturgo até hoje, o que mudou na linguagem das novelas? E o que se manteve igual?

Silvio – A narrativa mudou muito. Hoje, as novelas têm de ser ágeis, porque a vida é assim mesmo nos pequenos centros. Novelas como O direito de nascer (1964), em que um único segredo dura centenas de capítulos, estão absolutamente enterradas. Agora, a novela exige muitas histórias, mais personagens, mais tramas e uma dinâmica narrativa que faça com que ela seja quase um programa independente por capítulo. Não existe mais espaço para conversas inúteis ou romances açucarados. A novela continua, porém, a pedir um casal romântico, muito amor, conflitos familiares e assuntos polêmicos, só que com uma abordagem mais adulta e consequente.
 

ÉPOCA – Em 2006, com o sucesso de Belíssima, a Globo constatou por meio de pesquisas que uma parcela considerável da sociedade já não valorizava tanto a retidão de caráter. Isso se repete, quatro anos depois, com Passione? O telespectador continua mais interessado nos vilões do que nos mocinhos?

Silvio - Disse na época e repito agora que estamos vivendo em um país onde a ética desapareceu e os valores morais estão cada vez mais em decadência. Acho que os exemplos de impunidade e falcatruas na nossa sociedade e na política são inúmeros e isso influencia o raciocínio e a atitude do nosso povo. Não é por assistir a um personagem de ficção fazendo maldades que uma pessoa vai querer repeti-las. Mas, ao ver roubos, mentiras e desfaçatez ficando impunes diariamente e até sendo recompensados na vida real, o povo tem seus valores modificados. O exemplo vem de cima. Hoje em dia, como na vida real, cobra-se de um personagem de novela que ele faça qualquer coisa para conquistar os seus objetivos. Esse movimento é sempre apreciado e justificado. Não importam os meios, o que interessa é atingir os fins. Sou contra isso e lamento estarmos sendo regidos por esses valores. Infelizmente, apesar de sua enorme penetração, a novela não tem o poder de modificar isso. Ela nunca será mais forte que a realidade. O máximo que pode fazer é espelhar e denunciar.
 

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ÉPOCA – Rainha da sucata (1990) foi sua primeira novela no horário das oito. O que foi mais difícil ao escrevê-la?

Silvio - Em primeiro lugar, a mudança de gênero da comédia absoluta que eu fazia às sete horas, para uma novela em que o drama deveria prevalecer. Depois, por problemas pessoais, porque meu irmão mais velho estava morrendo e eu tinha que encarar a situação enquanto desenvolvia a trama. Ele faleceu dois meses depois da novela ter estreado. O autor Gilberto Braga me ajudou muito nessa época tanto na novela, quando me deu importantíssimas dicas sobre o desenvolvimento de uma produção das oito, quanto no drama pessoal. Além disso, na época, a TV Manchete emplacou o seu grande sucesso, a novela Pantanal (escrita por Benedito Ruy Barbosa). Ela nunca concorreu no mesmo horário com Rainha da sucata, nem chegou perto dos seus números de audiência, mas tinha toda a simpatia da imprensa.
 

ÉPOCA – Como você lida com a pressão de escrever uma novela das oito?

Silvio – Não acho que a pressão de escrever uma novela das oito seja maior do que a de escrever para qualquer outro horário. Escrever novela, em si, é uma pressão enorme seja em que horário for. As exigências são as mesmas. O trabalho é igual. A única diferença significativa é que as novelas das seis ou das sete têm capítulos mais curtos e a das oito é dez minutos maior, ou seja, precisa de mais páginas. De resto, as obrigações e as cobranças são as mesmas.

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ÉPOCA – A queda de audiência das novelas é um sinal de que o gênero está em crise? Ela está deslocada da nova realidade brasileira?

Silvio – Acho engraçado quando se fala da queda de audiência das novelas, tendo em vista que a novela das oito ainda é o programa de maior audiência da televisão brasileira. Desde que estreou, Passione nunca deixou o primeiro lugar. Nem com Copa do Mundo, nem agora, com o horário político entregando a audiência em um patamar muito mais baixo do que o do Jornal Nacional. O público está sempre lá, ligado, fiel e interessado. O que mudou foi o número de televisores ligados. Se antes tínhamos 90% da população com televisores ligados, hoje temos cerca de 65%. Se essas pessoas passaram a consumir novelas de outra maneira – pela internet, gravando capítulos para assistir depois, vendo no celular – eu não sei dizer. Mas, o que posso afirmar é que, se existe uma crise, ela está no interesse do público pela televisão em geral e não pela novela especificamente. Mesmo dentro do universo de 65% de televisores ligados, 55% estão, diariamente, ligados em Passione, assim como estiveram em A favorita, Caminho das índias ou Viver a vida.
 

ÉPOCA – Numa época em que as novelas já não registram os mesmo índices de audiência de antigamente, a Globo passou a investir em remakes. Ti-Ti-Ti é um exemplo disso. Você mesmo já disse que em 2012 deve refazer Guerra dos Sexos. A que se deve a aceitação do público aos remakes?

Silvio – Fazer remakes não é novidade. Remakes que façam sucesso também não. Em toda a sua carreira na TV Globo, a grande Ivani Ribeiro só fez uma obra original, Final Feliz (1982). Todas as outras eram remakes de seus trabalhos na Excelsior ou na Tupi. A própria Globo já fez remakes de grandes sucessos de Janete Clair, de Benedito Ruy Barbosa e de outros autores. Acho que fazer um remake é tão válido como encenar novamente uma peça de teatro ou refilmar qualquer história. Boas novelas podem e devem ser refeitas, porque as gerações mudam, o público se renova e as boas ideias continuam para sempre.
 

ÉPOCA – As novelas têm, em média, 200 capítulos. Não seria o caso de encurtá-las?

Silvio - A novela mais curta seria um alívio para todos os profissionais envolvidos em sua produção. Apesar de fazer muito sucesso e dar muito prazer, 200 capítulos diários são quase um massacre. Gilberto Braga já disse que novela só não é impossível porque existe. Essa é uma grande verdade. O esforço que uma novela exige do profissional que escreve, dirige, ou atua é sobre-humano. Já para o público, não seria o caso de fazer tramas mais curtas . Quando uma novela é boa, ele prefere que nunca acabe. Aliás, foi baseado nesse raciocínio que nos Estados Unidos surgiram as soap operas: novelas que nunca terminam e têm um público fiel há mais de 40 anos, dentro da mesma história. Felizmente, essa moda não pegou por aqui.
 

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ÉPOCA – Em determinada época da história da televisão brasileira, as novelas mexicanas fizeram muito sucesso e depois acabaram sumindo. Como você enxerga o fenômeno?

Silvio – As novelas mexicanas, em termos de produção, história e interpretação, são muito inferiores às brasileiras. Elas não evoluíram e parecem cristalizadas entre os anos 1940 e 1950. São muito repetitivas como trama, girando sempre em torno de um triângulo amoroso, são extremamente maniqueístas e englobam personagens que nada tem a ver com o povo brasileiro. Quando surgiram por aqui, em princípio, parecia que seriam uma alternativa, mas logo o público percebeu que não há comparação de interesse e qualidade entre as novelas mexicanas e as tramas produzidas pela TV Globo.
 

ÉPOCA – Você tem colaboradores em Passione. Como é esse trabalho em equipe?

Silvio - O meu processo é sempre o mesmo há muitos anos. Escrevo a sinopse e os 30 primeiros capítulos sozinho. Nesse período, planto as bases da novela. Depois, mantenho as rédeas da história e passo a trabalhar com três colaboradores: Daniel Ortiz faz comigo as planificações, que são as ideias das cenas de cada capítulo; Sergio Marques e Vinicius Viana, que já tinham trabalhado comigo em Belíssima, fazem os diálogos desses capítulos. Em seguida, os capítulos voltam para mim, faço uma revisão e reescrevo o que achar necessário. Fazem parte da equipe também Cármen Righetto, que é minha pesquisadora sobre todo e qualquer assunto que possa surgir; doutora Amanda Zoe Morris, consultora jurídica; e Cecilia Casini, professora de italiano da USP, que faz correções nos diálogos.
 

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ÉPOCA – Em entrevista recente, você destacou um colaborador que era da mexicana Televisa. Quem é ele?

Silvio – Daniel Ortiz, um brasileiro formado em teledramaturgia em Los Angeles, que escreveu muitas novelas no Peru, depois no México, na Televisa, e até nos Emirados Árabes. É um grande talento que eu estou tendo o privilégio de introduzir no time de autores da TV Globo.
 

ÉPOCA – Em Belíssima, não havia o chamado merchandising social. Em Passione temos a questão das drogas e da prostituição infantil. Você se rendeu à moda?

Silvio – Nunca fui contra o merchandising social, desde que ele seja parte da história e não apenas um apêndice. Em Belíssima, a história da brasileira, interpretada por Maria Flor, que foi para a Grécia atrás de um emprego e acabou sendo obrigada a se prostituir em um bordel, me deu até um prêmio da ONU pela abordagem do tema.
 

ÉPOCA – Na época de Belíssima, você disse o seguinte: “A história é tão simples, as pessoas é que ficam complicando. No final, todo mundo vai dizer: ‘Ah, era só isso?’”. Essa frase também servirá para Passione, uma trama que, segundo você, se tornará policial em breve?

Silvio - Também. As minhas histórias são sempre muito simples, a narrativa é que é complicada.

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ÉPOCA – As revelações de Passione têm ocorrido de forma bem acelerada. Como manter o público interessado?
Silvio - Não guardando trunfos e fazendo a história correr sem barriga, sem tempos mortos, sem enrolação. O curioso é que o grande sucesso de Passione hoje, a sua agilidade, foi exatamente o que afastou o público no início da trama. As pessoas não entendiam as coisas, porque não conseguiam acompanhar a agilidade com que as histórias eram apresentadas. Mas, como sempre acreditei, com o tempo, prestando um pouco mais de atenção e entendendo que está no ar uma história de conteúdo e narrativa diferentes das que eles estão habituados, tudo entra nos eixos.
 

ÉPOCA – Dos grandes novelistas da história da televisão brasileira, quais foram (ou são) suas referências?

Silvio – Ivani Ribeiro é a primeira, porque foi atuando em tramas dela, na TV Excelsior na década de 1960, que meu interesse em escrever novelas nasceu. Depois, Geraldo Vietri, de quem eu era fã e acompanhava seus trabalhos pela TV Tupi. Mais tarde, Janete Clair, pela sua imaginação e carpintaria impecável, e Cassiano Gabus Mendes, pela leveza e elegância com que levava suas tramas.
 

ÉPOCA – Dos novos autores de novela, quem chama sua atenção?

Silvio – João Emanuel Carneiro, já nem é novo, porque tem feito trabalhos muito relevantes, mas é de uma nova geração. Elizabeth Jhin, autora de Escrito nas estrelas (2010), é uma excelente novelista e está destinada a uma carreira brilhante. Duca Rachid e Telma Guedes [autoras de Cama de gato, 2009] são também uma excelente dupla de talentos individuais que têm se destacado com competência. Maria Adelaide Amaral, consagrada no teatro e nas minisséries, está fazendo um brilhante trabalho em Ti-Ti-Ti.
 

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ÉPOCA – Com quais atores você não abre mão de fazer novela?

Silvio - Com bons e talentosos atores que se dediquem ao trabalho, estudem seu texto, não julguem novela como subproduto, não façam novela apenas pelo sucesso e que reconheçam a qualidade artística e a importância cultural que a novela tem no nosso país.

ÉPOCA – Dos seus trabalhos na televisão, quais você destacaria como bons exemplos? Em quais você acha que errou a mão?

Silvio - Não posso deixar de citar Guerra dos sexos (1983) e A próxima vítima (1995) como duas novelas muito importantes na minha carreira. A primeira mudou a maneira de se fazer novela das sete e introduziu para sempre o humor em outras novelas do horário, até mesmo nas demais faixas. A próxima vítima teve uma narrativa inédita de suspense e conseguiu manter uma expectativa que durou do primeiro ao último capítulo. Acho que não me saí nada bem na minha primeira novela escrita para a TV Globo, Pecado rasgado (1978), porque não tinha ainda experiência suficiente para encarar a empreitada. Também não consegui os resultados que almejava em dois outros trabalhos: Deus nos acuda (1992) e A incrível batalha das filhas da mãe nos jardins do Éden (2001). Essas novelas, apesar de serem tramas de que eu gosto muito e das quais me orgulho, não conseguiram a comunicação almejada com o público. Curiosamente, são as mais experimentais e com as ideias mais inovadoras que eu produzi.
 

ÉPOCA – Por que uma novela pode fracassar?

Silvio - Se eu soubesse essa resposta não tinha errado nunca. Acho que é uma soma de fatores: uma má história, uma direção equivocada, um elenco sem carisma, um casal romântico sem química, algum acontecimento externo que atrapalhe o interesse pela novela, algum assunto que ela aborde que esteja fora de hora ou sem interesse, etc e etc… São inúmeros os motivos que podem afastar o público, mas, parafraseando Bill Crosby, o pior de todos é tentar agradar a todos.
 

ÉPOCA – Qual novela você gostaria de ter escrito?

Silvio - Vale tudo (1988), de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres. É uma novela impecável, com tramas inteligentes, crítica social pertinente e um mistério final intrigante. Também gostaria de ter escrito Que rei sou eu? (1989), de Cassiano Gabus Mendes, porque foi a novela mais lúdica, inteligente, divertida e inovadora já produzida no Brasil.
 

ÉPOCA – TV é puro entretenimento? Ou há espaço para questões complexas?

Silvio - Televisão, na sua programação em geral, deve ser entretenimento, informação e cultura. Com relação à novela, especificamente, acho que o entretenimento deve ficar em primeiro plano. Mas, se ela permitir uma abordagem de temas mais complexos e o autor souber escrever sobre eles, sem aborrecer o telespectador, é mais do que válida a abordagem de questões complexas. Acredito que a novela, pela própria maneira como é vista e assimilada pelo público, não tem o poder de influenciar profundamente as pessoas com ideias, como a literatura, o cinema, o teatro e, principalmente, a realidade. Acho, porém, que é um excelente veículo para colocar em pauta assuntos diversos, polêmicos ou não, que serão discutidos pela sociedade e, dessa discussão posterior, contribuir para alguma mudança significativa.
 

ÉPOCA – O público de novela é subestimado?

Silvio - O Brasil sofre de um enorme preconceito cultural. Tudo o que é muito popular é subestimado. É como se as elites não conferissem ao povo inteligência capaz de escolher as suas preferências. Foi assim com o circo, a música popular, com a chanchada no cinema e não é diferente com a televisão em geral e, principalmente, com a novela. Mas, quando eu vejo em cena Fernanda Montenegro e Tony Ramos interpretando com talento, respeito e emoção para milhares e milhares de pessoas nos rincões mais longínquos do nosso país, constato o quanto esse preconceito elitista é idiota.
 

ÉPOCA – O que é mais prazeroso ao se fazer uma novela? O que é menos prazeroso?

Silvio - Nada é mais prazeroso do que a liberdade infinita de criar histórias, entrelaçar personagens, imaginar tramas. Nada é mais difícil do que ter que fazer isso durante 200 dias ininterruptos.
 

ÉPOCA – Depois de ter escrito 14 novelas, o que o desafia?

Silvio – Uma nova novela é sempre um novo desafio. Nem eu, nem ninguém, temos a fórmula do sucesso, e quem disser que tem estará mentindo.

ÉPOCA – Daqui a 60 anos, como você enxerga o gênero novela na televisão brasileira? Ela continuará a existir ou seriados como Força-Tarefa (2009-10) e A cura (2010) serão predominantes?

Silvio - Se eu tivesse uma bola de cristal bastante eficiente, poderia responder com mais precisão. Mas, a grosso modo, acho que a novela vai continuar ainda por muito tempo, como também continuarão programas bem feitos e interessantes como Força-Tarefa e A cura. Mesmo que as pessoas passem a assisti-los no celular, no computador, no forno microondas ou no veículo que escolherem, alguém vai ter que se sentar em uma cadeira, em frente a um computador e escrever uma história para depois desenvolvê-la em capítulos. A não ser que inventem o computador inteligente e a tecnologia acabe de vez com a criatividade da raça humana.

(Por Eliseu Barreira Junior)