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União Europeia proíbe testes científicos em animais

Da Redação ·
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fonte: Arquivo
União Europeia proíbe testes científicos em animais

A União Europeia aprovou nesta quarta-feira novas regras que restringem o uso de animais em testes de laboratórios e ampliam o controle sobre tais procedimentos.

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Todos os membros da União Europeia têm agora dois anos para transformar as diretrizes em lei.

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Pelas novas determinações, os laboratórios terão de solicitar aprovação do governo antes de utilizar qualquer tipo de animal em testes.

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Também será vetado o uso de grandes primatas, como chipanzés e gorilas, em testes científicos. No entanto, outros primatas (como as diversas espécies de macacos) ainda podem ser usados.

Dor

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Diferentes níveis de dor, variando de leve a severa, também foram especificados nas diretrizes, na tentativa de impedir o sofrimento excessivo nos animais.

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Pela aprovação dos parlamentares, reutilizar animais só será permitido se o teste envolver "dor moderada". A proposta inicial da Comissão Europeia era usar cada um mais de uma vez apenas em experimentos classificados como "dor leve".

Parlamentares argumentaram que testar novamente um animal ajuda a reduzir o total de animais usados e se disseram preocupados com o risco de a Europa ficar para trás nas pesquisas sobre doenças crônicas, como o Alzheimer.

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Cerca de 12 milhões de animais são usados todos os anos em laboratórios europeus.

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As novas diretrizes, que vão substituir leis de 1986, também obrigam os governos a realizar inspeções regulares em laboratórios que usam animais, sendo que algumas dessas visitas tem de ser surpresas.

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Chance perdida

Diversos grupos de defesa aos animais afirmaram que as novas regras ainda não são o suficiente. O BUAV (British Union for the Aboliton of Vivisection) disse os parlamentares perderam uma grande oportunidade.

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"As propostas rejeitadas incluíam restrições no uso de todos os primatas e um veto total a experimentos que envolvam sofrimento severo e prolongado."

Mas o grupo afirmou que estava satisfeito com a regra que exige o uso alternativas não-animais sempre que for cientificamente possível.

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Para o grupo Humane Society International, as novas regras ainda não impedem o "sofrimento agudo" pelo qual passam alguns animais em determinados testes.

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Mas o grupo fez um apelo para que outros país, incluindo os Estados Unidos, siga a Europa para melhorar esse tipo de legislação em todo o mundo.

Ameaças

A aprovação das diretrizes ocorreram no mesmo dia em que quatro ativistas admitiram em um tribunal britânico ter promovido uma campanha de ódio contra pessoas ligadas a um laboratório em Cambridgeshire, que faz testes científicos em animais.

Thomas Harris, de 27 anos, admitiu ter conspirado para chantagear e ameaçado representantes do laboratório Huntingdon Life Sciences (HLS) com agressões.

Nicola Tapping, de 29, Jason Mullen, de 32, e Alfie Fitzpatrick, de 20, confessaram ter intimidado empresas que trabalhavam com o laboratório.

Os ativistas, que integravam uma campanha internacional contra o Huntingdon, ligavam na casa dos funcionários dessas empresas e os ameaçavam, exigindo que os contratos com o laboratório fossem cancelados.

O julgamento acontecerá na Corte de Winchester em 21 de outubro. Eles podem pegar uma pena máxima de 14 anos.