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Aplicativo simula estetoscópio e registra o ritmo do coração

Da Redação ·
 Gráficos que aparecem na tela representam o exame de fonocardiografia (ruídos normais ou patológicos do coração)
fonte: Reprodução
Gráficos que aparecem na tela representam o exame de fonocardiografia (ruídos normais ou patológicos do coração)

Mais de três milhões de usuários do iPhone, possivelmente muitos deles médicos, já fizeram o download de um aplicativo gratuito que simula o estetoscópio – aparelho usado para amplificar sons corporais.

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O iStethoscope, criado, por Peter Bentley, da Universidade College London, no Reino Unido, originalmente como um simples brinquedo e se tornou sucesso, com mais de 500 downloads por dia.

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Para usar o programa, basta pressionar o telefone contra o peito para que o microfone capture o som das batidas do coração. Depois, o usuário chacoalha o telefone para ouvir por meio de um fone de ouvido os últimos oito segundos de gravação e visualizar na tela gráficos que representam o exame de fonocardiografia (ruídos normais ou patológicos do coração).

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Por último, os diagramas podem ser enviados por e-mail para um especialista.

Peter Bentley, se animou com a possibilidade de juntar tecnologia e serviço médico.

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- Todo mundo está muito animado com o potencial de uso da tecnologia móvel no mercado de trabalho médico e com razão. Os smartphones são dispositivos incrivelmente poderosos, com câmeras, sensores e microfones de alta qualidade. São capazes de salvar vidas, economizar dinheiro e melhorar a saúde.

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Bentley disse que o futuro de aplicativos do iPhone úteis para uso médico tem uma barreira imposta pela legislação que proíbe no Reino Unido o uso de smartphones como dispositivos médicos.

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O criador do estetoscópio para o telefone da Apple afirmou que seria capaz de desenvolver um escâner que funcionaria como ultrassom móvel ou um aplicativo para medir o nível de oxigenação no sangue, mas suas ideias estão sendo brecadas pela lei.


 

Um porta-voz da Agência Regulatória de Medicamentos e Produtos Médicos no Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês), falou ao site Daily Mail sobre o assunto.

- Essa é uma área tão complexa que estamos acompanhando caso por caso. Queremos garantir que essas novas tecnologias são efetivamente regulamentadas, protegendo a saúde e evitando problemas desnecessários, ao mesmo tempo que removemos obstáculos também desnecessários aos fabricantes que desejam explorar a tecnologia em benefício aos pacientes.