Entretenimento

Marlene Mattos: 'Quis ser a mão amiga' para Adriana Bombom

Da Redação ·

Marlene Mattos não gostou nada de saber que, logo após perder a guarda das filhas Olívia, de 8 anos, e Thalita, de 7, Adriana Bombom estava em uma tristeza de não querer falar com ninguém. Além disso, Marlene já vinha acompanhando os últimos acontecimentos da vida da dançarina - que ela ajudou a lançar no extinto “Planeta Xuxa”, na Tv Globo -, pelos jornais e resolveu ligar para a amiga.

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“Uma amiga veio dizer que ela não estava atendendo ninguém no telefone, que não queria falar. Disse que ia ligar para ela. Que ia usar a autoridade que sempre tive com ela”, lembra rindo.

Deu certo. Bombom atendeu ao telefonema e Marlene emendou uma conversa séria, com seu jeito direto, para dar uma sacudida na vida da ex-pupila.

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Um dos primeiros conselhos versaram sobre as declarações da dançarina na imprensa. Marlene aconselhou Bombom a ficar quieta, guardar o momento e deixar o restante para a justiça resolver. Outra questão foi em relação ao trabalho. Já que o pessoal está conturbado, a diretora de TV orientou a dançarina a focar no lado profissional.

“A Adriana é uma pessoa que viveu em orfanato, longe da família. Por mais que tente passar uma borracha nisso, não é uma coisa que se afaste facilmente. Disse a ela para se levantar, e que é um mau vento aquele que não traz benefício para alguém, que esse momento podia servir para alguma coisa. Falei para ela: ‘se no momento as crianças estão melhor com o Dudu, talvez isso sirva para você aproveitar para arrumar sua vida. No dia em que tiver que visitá-las, não marque nada para esse dia, para não atrapalhar. Tire só para ficar com as meninas. Desfrute. Não alimente mágoas. Procure estar centrada. Faça o seu trabalho, faça boas entrevistas’”, disse a diretora sobre a nova faceta de Bombom como apresentadora.

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Erros e acertos

Questionada se há algo no comportamento de Bombom que ela censurou, a diretora nega. Diz que qualquer possível desequilíbrio é fruto da separação e da perda da guarda das filhas.

“Adriana sempre foi uma pessoa muito alegre. Nunca a vi fazendo nada de mais ou tendo um comportamento feio. Acho que ela ficou mexida com a separação e por causa da ausência das filhas. Mas acho que ficar triste não deixou de ser bom para ela. Acho que ela foi jogada na parede e confrontada: quer ficar aí ou dar uma mexida?”, diz.

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Marlene, que atualmente se prepara para filmar o documentário “Lendas e Mistérios da Floresta Amazônica”, conta que seu apoio a Adriana Bombom não tem relação direta com trabalho. Apenas de afeto.

“Ofereci ajuda por amizade. Quis ser a mão amiga que ela vai agarrar quando pular para fora do poço. Mas se pintar algum projeto e eu tiver que representá-la, represento”, diz a diretora que por enquanto nega também futuros trabalhos na TV. Sua última incursão foi dirigindo o programa de Netinho de Paula, no SBT.

“Até recebo convites para voltar, mas o que eu gosto é do entretenimento. Se for programa de variedades, musical ou infantil, que foram as minhas marcas entrevista na TV, topo. Fora disso não dá. Estou em uma idade em que não posso mais mentir para mim”, diz.