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Tradicional no teatro, grupo araponguense Mãe do Céu passou para a tela grande

Filme tem como foco a vida pública de Jesus | Foto: Ghabiru Sperandio
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Escrito por Vanuza Borges
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A paisagem rural de Sabáudia foi o local escolhido para ser recontada uma das histórias mais marcantes da humanidade: a de Jesus Cristo. Há dois meses, uma cidade cenográfica, com as características de Jerusalém, foi construída na região de montanhas entre as vilas Vitória e Progresso. É neste cenário bucólico que o Grupo Teatral Mãe do Céu grava as principais cenas do filme “Jesus – A Esperança”, que será lançado no início de 2017. 

Foto: Reprodução

O elenco, assim como no teatro, é composto somente por voluntários. A produção do longa-metragem está avaliada entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão. Ao todo são 400 pessoas, das mais diferentes idades, que dão uma pausa na rotina para vivenciar essa experiência, em especial aos sábados e domingos. O personagem principal é vivido por Luiz Vecchiatto, de 43 anos, que interpreta Jesus há 19 anos no teatro. Porém, desta vez, apesar de conhecer os principais diálogos, precisou se reinventar. 

“No teatro, nós gravamos os áudios e depois, na hora, encenamos. Já o filme exige mais emoção. É uma experiência nova para mim. No começo fiquei um pouco inseguro, mas depois fluiu”, revela.Vecchiatto, que é o diretor geral do filme, adianta que o longa-metragem tem uma estrutura mais dinâmica. “A história começa na vida pública de Jesus dando destaque aos milagres, à via-sacra, à crucificação e à ressurreição. Não é um filme muito longo. Terá, no máximo, 110 minutos”, afirma.A previsão é que as gravações sejam encerradas até meados de setembro. 

Um galpão industrial, em Arapongas, está abrigando outra cidade cenográfica. Já o lançamento ainda não tem data definida, mas deverá ocorrer no período da quaresma. A escolha, explica o diretor, é baseada em um momento de reflexão e espiritualidade, que é a proposta do filme. “Jesus – A Esperança tem por finalidade levar esperança através do Evangelho. A nossa missão com esse longa-metragem é evangelizar”, sublinha.Para conseguir transmitir essa mensagem, Vecchiatto observa que todo o elenco tem procurado elevar o lado espiritual. “As gravações têm fortalecido a fé de todos. Em várias cenas a emoção toma conta, porque sentimos que Deus está presente. Esperamos que as pessoas que vão assistir esse filme também sintam isso”, espera. O diretor comenta ainda que o longa-metragem vai trabalhar o aspecto invisível da fé.

“Porque o espírito santo é isso, age sem ser visto. Em diversos momentos, para que o filme se concretizasse, a providência divina aconteceu”, garante. E assim, segundo ele, recursos e ideias vão surgindo para tornar o projeto possível. As colaborações não são apenas de doação material, mas pessoal, como das costureiras que trabalham para adaptar o figurino. “No teatro usamos muito brilho. No filme o vestuário é mais fosco. Algumas peças são novas, outras foram adaptadas. São 400 pessoas envolvidas. Cada qual fazendo acontecer com seu dom”, diz. 

DIVULGAÇÃO
O diretor geral, de “Jesus – A Esperança”, revela que vai fazer um amplo trabalho de divulgação. “Vamos nos inscrever em festivais e também tentar colocar em exibição em cinemas. Já estamos em contanto com algumas redes de cinema e também com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para que isso aconteça”, adianta.Parceria inusitada com cineasta alternativo

A produção do filme “Jesus – A Esperança” tem a mão de um produtor com uma história um tanto avessa à cultura católica, o cineasta apucaranense Semi Salomão Neto, conhecido nos circuitos alternativos por seus trabalhos na área do terror. A parceria foi firmada neste ano. O primeiro contato surgiu através das redes sociais.  Para o cineasta, o filme é uma união de linguagens. Aliás, para acontecer essa união, Semi Salomão, fez oficinas de teatro com os atores para que conseguissem se soltar diante das câmeras. 

“Como não são atores profissionais foi preciso criar uma intimidade com as câmeras e transmitir com o olhar, com a fala e com os gestos toda a emoção da cena”, destaca. Acostumado a trabalhar com atores não profissionais, o apucaranense garante que conseguiu extrair um bom resultado dos personagens. “A atuação deles está muito relacionada com a própria fé, revivendo toda aquela história de Jesus. Eu acredito que vai emocionar o público, porque é algo muito verdadeiro”, afirma.  O cineasta observa que, por se tratar de uma história que está no inconsciente, alguns cuidados foram tomados, em especial, com a parte histórica, com os figurinos e até com a postura dos personagens. “Procurei trabalhar de forma mais sutil, diferente dos meus filmes que são mais densos”, diz. 

Aliás, Semi Salomão não vai apenas cuidar da produção, mas também interpretar Herodes. As cenas ainda não foram gravadas, mas o convite está aceito. “É um personagem denso e forte”, revela o que o motivou a aceitar o convite apesar de não ser católico.  Com algumas cenas já editadas, o cineasta garante que o resultado vai surpreender. “É uma superprodução e de alta qualidade, que vai aproximar o público”, afirma. “Jesus – A Esperança” é o terceiro trabalho inédito do apucaranense, que se prepara para lançar “Eu Sou o Rio” e “O Iniciado”.

Experiências de fé atrás das câmeras A intérprete de Maria, a mãe de Jesus, a analista Débora Carla de Oliveira, 27, participa do Grupo Teatral Mãe do Céu desde menina. Começou como criança e já fez vários papéis, inclusive, Maria nos últimos três anos. 

“É uma sensação inesquecível”, garante.  Para viver o personagem, Débora revela que se prepara espiritualmente com orações, retiros e jejuns. “Eu me preparo o máximo espiritualmente antes das cenas, para vivenciar a emoção do momento. É um personagem intenso que exige essa aproximação com Deus”, avalia. A analista acredita que o filme vai cumprir sua finalidade: evangelizar. Assim como ela, o empresário Mauro Augusto Schianfra, 48, está confiante com a produção do longa-metragem. “É emocionante. Por alguns momentos, eu me pego como se estivesse realmente no lugar de Pedro”, confessa. 

Ele também já tem uma trajetória dentro do Grupo Teatral Mãe do Céu. “Nos últimos anos, eu estava trabalhando na montagem, mas já interpretei por três anos Pedro. Quando recebi o convite foi gratificante”, diz. Para reinventar o personagem, ele conta que assistiu vários filmes bíblicos. “É bem diferente do teatro. No filme temos que extrair emoção da cena”, afirma. E não faltou emoção. “Eu me emocionei muito quando gravei a cena em que Pedro negou Cristo por três vezes”, comenta.  O empresário observa que dedicação ao filme tem o apoio total da esposa Cintia, de 42, que é adventista. “Não faz nenhuma restrição”, observando que a história bíblica é maior que as religiões.

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