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Temer recua e admite possibilidade de nomear homem para chefiar Cultura

Da Redação ·
(Foto: André Coelho / O Globo)
(Foto: André Coelho / O Globo)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) Com a resistência de nomes sondados para assumir a Secretaria Nacional de Cultura, o governo federal já admite a possibilidade de recuo na iniciativa de colocar uma mulher na chefia do órgão, cuja estrutura, no governo de Michel Temer, está subordinada ao Ministério da Educação. 

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Assim, surgiram nomes como do músico Sérgio Sá e do cineasta ex-secretário da Cultura de São Paulo Carlos Calil entre possíveis candidatos. Outro cotado é o cineasta João Batista de Andrade, atual diretor do Memorial da América Latina. O nome dele foi oferecido pelo PPS.
Batista confirmou, na noite desta terça-feira (17) ter sido sondado para o posto. "Fui sondado. Espero poder conversar para saber as condições e sobre o ministério. Só aí poderei decidir", disse.

Questionado se havia sido o próprio ministro da Educação, Mendonça Filho, quem o procurou, o cineasta afirmou que "ainda nem existe o convite" e que está "pensando e esperando [ser procurado]". 

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Temer recebeu uma série de críticas por não ter colocado mulheres em seu ministério. Com isso, o governo passou a procurar um nome feminino para ocupar a secretaria, mas várias recusaram o convite. Ex-secretária nacional de Economia Criativa da Cultura, a antropóloga Cláudia Leitão (CE) publicou texto afirmando que respondeu com um "sonoro não" ao contato de aliados de Temer para comandar a secretaria. 

Consultora de projetos culturais e coordenadora de curso de pós-graduação da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Eliane Costa escreveu ter sido sondada, mas, segundo ela, respondeu que não trabalha para "governo golpista" e que não será "coveira do MinC". 

Outro nome sondado para a secretaria foi o da jornalista e apresentadora Marília Gabriela, que, mesmo sem receber convite oficial, declinou da possibilidade. Nesta terça (17), a atriz e diretora Bruna Lombardi divulgou, por meio de sua assessoria, nota em que afirma ter recusado o cargo. 

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INSATISFAÇÃO
Prédios públicos de ao menos dez capitais estão ocupados ou são alvos de protesto de manifestantes contrários à extinção do Ministério da Cultura, incorporado à pasta de Educação pelo governo interino de Michel Temer. A classe artística também manifestou intenção de promover ocupações, shows e cartas de repúdio para lutar contra a extinção do Ministério da Cultura. 


A Comissão de Educação do Senado aprovou na terça a convocação do ministro Mendonça Filho (Educação e Cultura) para que ele explique ao colegiado como a pasta manterá os programas e projetos da área cultural após a extinção do MinC. Não há data para a audiência pública.