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Artistas pró-impeachment minimizam fim do Ministério da Cultura

Escrito por Folha Press
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ANAHI MARTINHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Parte da classe artística que apoiou o afastamento de Dilma está sendo rechaçada nas redes sociais. Desde que Temer anunciou o fim do Ministério da Cultura, com a fusão à pasta de Educação, internautas têm cobrado um posicionamento dos atores, que teriam dado um tiro no próprio pé.
Um meme tem circulado na internet com a foto de um grupo de globais nos protestos pró-impeachment, ironizando o fim do MinC. "Oba, acabamos com o Ministério da Cultura!", diz a legenda de uma foto em que Susana Vieira, Marcelo Serrado e Márcio Garcia aparecem com seu "morobloco". Além de memes, as páginas dos artistas em redes sociais estão sendo bombardeadas com comentários e mensagens.
Malvino Salvador, um dos atores mais presentes em todos os protestos contra Dilma, usou seu perfil no Instagram para se justificar, defendendo que a união da classe artística pode ser mais eficiente que um ministério.
​"Entendo a importância do Ministério da Cultura. Que lutas foram travadas em seu seio e trouxeram benefícios para os artistas (...). Ao mesmo tempo enxergo que mais vale a participação de uma classe junto aos órgãos competentes do que especificamente haver um ministério exclusivo para atender às demandas", escreveu Salvador. A mensagem dele foi compartilhada pelo amigo Márcio Garcia.
"Se estiverem unidos, terão força suficiente para participar do debate nas decisões e, assim, garantir a continuidade das conquistas e promover melhorias", propõe o ator, enfatizando que será necessário fazer "sacrifícios" para restabilizar a economia. "O que mais nos atinge hoje é o rombo econômico, que exigirá um esforço enorme de todos os brasileiros", continuou Salvador.
Em seu blog pessoal, o ex-Casseta Marcelo Madureira foi na mesma linha de Malvino Salvador, minimizando o fim do MinC. Citando o próprio exemplo, ele sugere que os artistas se banquem com patrocínio privado ou façam projetos mais sustentáveis: "Estou iniciando um novo negócio com as minhas economias e o dinheiro de investidores privados que confiam no meu trabalho".
"As atividades culturais que realmente necessitam de apoio do Estado são aquelas que comprovadamente se mostram incapazes de se autossustentar: as orquestras sinfônicas, os museus, as manifestações folclóricas, o artesanato. Artistas consagrados precisam de dinheiro público? Será que não conseguem viver dos seus admiradores?", continuou Madureira.
O humorista ainda defendeu o fim da meia-entrada para estudantes e idosos. "Outra coisa que tem que acabar é esse negócio de meia-entrada, coisa que só beneficia os picaretas e a indústria de carteirinhas de estudante e de idoso".
'ELE NÃO ME REPRESENTA'
​Márcio Garcia, que replicou o post de Malvino Salvador, chegou a responder pessoalmente alguns internautas. Ele disse ser contra o governo de Michel Temer e prometeu engajamento para tirar o presidente interino do poder.
"Eu sou totalmente contra essa pessoa que assumiu o país. Ele não me representa. Sou a favor de novas eleições diretas. E jajá você me verá engajado a isso. Já disse, minha bandeira sempre foi as 10 medidas contra a corrupção. Olhe nos meus posts e verá. Mas tirar o PT do poder foi uma obrigação da nação que se mobilizou em massa para impedi-los de dominar o legislativo, o judiciário e de não arruinar ainda mais a economia do Brasil, que vive a maior crise já vivida em sua história", se defendeu.
Marcelo Serrado, que foi a favor do impeachment, agora seu uniu a outro grupo de artistas, que está resistindo contra o fim do Minc. "Aquele governo não me representa, mas este também não. Quero novas eleições. Eu não vou a Brasília apertar a mão do Temer", disse Serrado.

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