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Filme "Dois Caras Legais" recupera espírito de "Máquina Mortífera"

Da Redação ·

GUILHERME GENESTRETI, ENVIADO ESPECIAL
CANNES, FRANÇA (FOLHAPRESS) - Russel Crowe e Ryan Gosling, quem diria, têm muita química e um tremendo talento cômico. É o que provou o filme "Dois Caras Legais", misto de comédia e suspense, exibido na manhã deste domingo (15) no Festival de Cannes - uma sessão pipoca em meio aos filmes mais sérios da competição.
Dirigida por Shane Black, um dos pais dos filmes de ação e criador de "Máquina Mortífera", "Dois Caras Legais" tem muito do espírito despojado da tetralogia de filmes estrelados por Mel Gibson e Danny Glover, mas transportados para o mundo de neon da Los Angeles de 1977.
Crowe vive um troglodita violento que presta serviços sob aluguel. Gosling é um detetive particular bem-intencionado mas atrapalhado. Os dois têm de se juntar para investigar o desaparecimento de uma atriz pornô. Dos estilos opostos brota boa parte da graça do filme nesta comédia de ação cheia de tiros, explosões e perseguições.
"É um filme que subverte a ideia de uma comédia, porque tem esse pano de fundo sério, que algo raro nas comédias tradicionais", disse Gosling logo após a exibição do filme. "É uma comédia-thriller", definiu o diretor, Shane Black.
Segundo o cineasta, ambientar o filme nos anos 1970 ajudava a dar o clima para essa história de detetive. "Foi uma época em que o glamour ainda existia, mas estava caindo em decadência."
Em cena, Crowe e Gosling arrancaram gargalhadas na sessão do filme para a imprensa. "Acho que a razão da química deles é simples", disse Shane Black: "eles se ouvem, e é pos isso que funciona."

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