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Radiohead segue tradição de lançar álbuns com estratégias inusitadas

Escrito por Folha Press
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THALES DE MENEZES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Radiohead é a última grande banda de rock que ainda consegue criar muita expectativa quando anuncia um novo álbum. O burburinho na internet só é comparável atualmente com as estrelas do pop, como Beyoncé ou Taylor Swift. E o lançamento de "A Moon Shaped Pool" também fez barulho.
Para o "evento", o grupo decidiu "sumir" da internet: a banda deletou todo o seu conteúdo oficial na web. O site e as páginas do Radiohead no Facebook, no Twitter e no Google+ ficaram totalmente brancas.
Na semana passada, a banda soltou dois clipes de músicas do álbum num intervalo de três dias: "Burn the Witch", vídeo com bonecos de massinha, e "Daydreaming", com o vocalista Thom Yorke atuando sob direção do cineasta Paul Thomas Anderson ("Magnólia", "Sangue Negro").
As surpresas pararam por aí, "A Moon Shaped Pool" foi lançado na hora prevista, às 15h (horário de Brasília) no domingo (8) e não foi disponibilizado para streaming gratuito, como muitos esperavam. Os fãs precisaram pagar e baixar o disco para ouvir duas 11 faixas.
Nos três álbuns anteriores, os lançamentos vieram envoltos em estratégias inusitadas.
"Hail to the Thief", de 2003, teve pôsteres em Los Angeles que forneciam um número de telefone pelo qual a pessoa entrava em contato com a central de vendas do álbum. No megafestival Coachella, aviões sobrevoavam em baixa altitude trazendo banners de divulgação do disco. O clipe do primeiro single, "There There", estreou nos telões da Broadway, em Nova York.
Dez semanas antes da data oficial de lançamento, uma versão não finalizada do disco vazou na web. A gravadora EMI chegou a pagar para algumas rádios não veicularem essas gravações. Isso provocou a antecipação da venda on-line do álbum.
Depois, em 2007, o Radiohead resolveu lançar "In Rainbows" fora do esquema de gravadora, temendo outro vazamento. E colocou o álbum em venda digital no sistema "pague o quanto quiser". Os interessados puderam baixar as músicas no site da banda, pagando o valor que considerassem justo. Segundo o porta-voz do grupo, muita gente optou por não pagar nada, mas alguns fãs teriam desembolsado até US$ 50 pelo download.
O lançamento foi elogiado (Bono, do U2, disse que o Radiohead era corajoso por propor um novo relacionamento comercial entre artistas e fãs) e criticado (a EMI disse que o modelo era um caminho para o Radiohead, mas não para a indústria fonográfica).
Há cinco anos, quando soltou seu álbum mais recente antes de "A Moon Shaped Pool", o Radiohead anunciou no dia 14 de fevereiro de 2011 que "The mKing of Limbs" seria disponibilizado on-line dali a cinco dias, em 19 de fevereiro. Mas a banda antecipou o disco para o dia 18, sem aviso. Com apenas oito faixas, o disco foi oferecido em 14 formatos diferentes, do simples download a versões físicas em caixas especiais, com preços que iam de US$ 9 (cerca de R$ 32) a US$ 60 (R$ 210).
Dois meses depois, mais duas músicas das sessões de gravação de "The King of Limbs" foram lançadas em um single físico, para promover o Record Store Day, data que celebra mundialmente as lojas de discos.

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