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Mulheres inspiradoras 

Da Redação ·
  A empresária Elaine Barbosa iniciou produzindo 6 pães por dia e hoje sua empresa fabrica mais de 30 mil (Foto - Delair Garcia)
A empresária Elaine Barbosa iniciou produzindo 6 pães por dia e hoje sua empresa fabrica mais de 30 mil (Foto - Delair Garcia)

Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. A letra do samba clássico imortalizado na voz de Beth Carvalho faz parte da história de superação de muitas mulheres que das dificuldades nasceram carreiras de sucesso. A história da empresária Elaine Fonseca Barbosa, 55 anos, de Apucarana, é uma dessas referências.

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Após passar por uma dificuldade financeira em 1998, - o marido ficou desempregado – ela resolveu apostar em suas habilidades e colocou a família inteira, ela tinha dois filhos adolescentes, para fabricar pães. “Queria ajudar meu esposo e uma das coisas que sabia fazer era pão”, recorda Em dois anos, Elaine percebeu que os negócios iam bem e a venda de pães, antes restrita para o círculo de vizinhos e amigos, cresceu e eles passaram a fornecer para quitandas e mercados. 

Atualmente, quase vinte anos depois da criação, a empresa de Elaine emprega mais de 200 funcionários e produz 35 mil pães por dia. “Não imaginava que ia tomar essa proporção, mas acredito que tudo isso veio tão abençoado por termos uma família tão unida e que se ajudou muito durante todos esses anos. Sem eles não teria conseguido”, acrescenta, frisando que o sucesso é reflexo também do trabalho do esposo Luiz Barbosa, 60 e dos filhos Karol, 36 e Luiz Henrique, 30. 

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Nerilene Miranda passou por problemas de saúde e para arrecadar dinheiro fez rifas e almoços com ajuda de amigos (Foto - Sérgio Rodrigo) 

Já a vendedora Nerilene Miranda, 30 anos, teve que enfrentar, além dos problemas financeiros, uma série de problemas de saúde. Praticamente tudo ao mesmo tempo. Em 2014, ela descobriu que estava com leucemia, um tipo de câncer no sangue. A apucaranense conta que desde criança sofreu com problemas de saúde, como anemia. Para sua surpresa, na mesma semana em que descobriu a doença também perdeu o emprego. 

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Para conseguir ganhar um dinheiro extra, Nerilene começou a vender cosméticos. “Não era muito, mas pelo menos ajudava nas despesas de casa”, explica. Após passar por tratamentos, seu médico disse que em São Paulo havia a oportunidade de fazer um transplante de célula-tronco. No entanto, os custos teriam que ser pagos por ela e ao todo o tratamento ficaria em R$ 30 mil. “Eu não tinha esse dinheiro, mas fiz com ajuda de amigos rifas e almoços e consegui R$ 18 mil e o restante fiz um empréstimo”, explica. Depois de um ano, quando Nerilene estava se recuperando da leucemia, percebeu um caroço na área da barriga. “Mais uma vez veio outra bomba. Eu estava com um tumor no intestino, tive que enfrentar mais uma vez”, relata. 

Para fazer a cirurgia em hospital particular ela teria que gastar mais R$ 8 mil. “Eu não tinha o dinheiro, mas mais uma vez fiz promoções, rifas e enfrentei de novo”, conta. Atualmente, Nerilene está recuperada das cirurgias e dos problemas de saúde e tem um bom humor invejável e uma serenidade incrível em relação a tudo que já passou. “Tudo que passei serviu de lição para mim. Não sei o que seria de minha vida sem minha família e meus amigos. Surgiu uma força que não imaginei que tinha. Acredito que minha fé em Deus foi fundamental”, explica.

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Rosângela Tormino comanda uma equipe de dez funcionários e não desistiu após passar por problemas sérios de saúde (Foto - Sérgio Rodrigo) 

De funcionária a proprietária

A empresária Rosângela Tormina da Silva também é um exemplo de sucesso e força de vontade. Em 1996, quando trabalhava como vendedora, a apucaranense foi convidada por um amigo para ajudá-lo a coordenar as atividades de uma livraria. A empresa começou com uma loja de aproximadamente 30 m² e com três atendentes. Seis anos depois, a livraria foi colocada à venda e Rosângela não hesitou em comprar o empreendimento para realizar o sonho de ser dona de seu próprio negócio. “Meu amor pela empresa sempre foi enorme e convidei meu irmão para ser meu sócio. Mas na época tinha muita dúvida, já que eu não tinha suporte financeiro”, conta. 

O sucesso nos negócios, entretanto, não a poupou de problemas de ordem pessoal. “Estava indo tudo muito bem até que descobri que eu estava com câncer de mama. Foi muito difícil”, recorda. Hoje recuperada, Rosângela comemora a boa fase da empresa. Atualmente, a livraria conta com uma equipe de 10 pessoas. “Sei que Deus preparou esta empresa para que eu pudesse ajudar pessoas com seu trabalho e a mim, pois foi com amor a este trabalho e total apoio e carinho de minha família e funcionários que superei todas as dificuldades de meu tratamento”, acredita a comerciante que é uma das homenageadas deste ano do Prêmio Guerreiras do Comércio, concedido pela Fecomércio.