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Vítimas só querem ser ouvidas, diz produtora de especial sobre Bill Cosby

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na segunda-feira (14), o comediante americano Bill Cosby defendeu-se das acusações de estupro ao acusar de oportunismo cinco mulheres entre suas cerca de 60 supostas vítimas em um processo por difamação. Duas delas, Louisa Moritz e Joan Tarshis, contaram suas histórias no especial "Cosby: As Mulheres Falam", exibido nesta segunda (14) pelo canal A&E.
"Esses foram os 5 minutos mais longos que eu já vivi. Me senti envergonhada, tinha pena de mim mesma", declarou Louisa, que diz ter sido estuprada em 1971.
Ao longo de uma hora, o documentário acompanha o relato de seu abuso, ouvindo também outras seis supostas vítimas: Joan Tarshis, Charlotte Fox, Carla Ferrigno, Beverly Johnson, Kristina Ruehli e Heidi Thomas.
Para a produtora-executiva do telefilme, Jeanmarie Condon, é impossível acusá-las de oportunismo frente à dificuldade com que contaram suas histórias.
"Nós não vimos nenhuma contradição entre elas. Todas os relatos são corroborados. Nosso objetivo foi deixá-las falar para que o espectador fizesse seu julgamento", diz. "Ao mesmo tempo, não é nosso dever julgar as pessoas que não acreditam. Todos têm o direito de olhar as evidencias e chegar às próprias conclusões."
A série de sete entrevistas contextualiza a popularidade do comediante nos Estados Unidos durante as décadas de 1960, 1970 e 1980, quando a emissora NBC exibiu o programa "The Cosby Show".
"Eu cresci assistindo a 'The Cosby Show', e não queria acreditar nas acusações", conta o vice-presidente de programação da A&E, Brad Abramson. "Então ouvimos as histórias uma a uma, e o poder do especial de juntar todas elas e pintar um único quadro, mostrando um padrão, tornou difícil não me convencer, mesmo tentando manter a objetividade e imparcialidade."
Acreditando ou não nos relatos das vítimas, Jeanmarie salienta a objetividade como o valor mais caro à produção do especial. "Tínhamos a carreira do Bill Cosby e a vida dessas mulheres em jogo. Foi preciso ouvir com cuidado o que ambos os lados tinham a dizer, apurando bem antes de levar o material ao ar."
Como o caso de Louisa, muitos das denúncias de estupro contra Cosby não podem ser levadas à Justiça por já terem prescrito o prazo limite de seus Estados. Segundo os produtores do documentário, o desejo das vítimas é que outras mulheres não fiquem em silêncio por décadas como elas fizeram.
"Algumas das entrevistadas tentam reverter a prescrição em seus Estados para denunciarem Cosby, mas, para a maioria, o importante mesmo é ser ouvida", afirma a produtora-executiva Melia Patria. "Muitas são casadas, têm filhos, algumas até são avós. Elas não desejam validação, mas ser ouvidas."
"Cosby: As Mulheres Falam" será reprisado pelo canal A&E em 2 de fevereiro, às 20h, e 3 de fevereiro, às 3h e 13h.

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