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Islandês 'Pardais' é grande vencedor da Mostra de Cinema de São Paulo

Da Redação ·
Longa “Pardais” venceu os dois principais prêmios da mostra - Reprodução  Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/dirigido-por-runar-runarsson-drama-islandes-vence-mostra-de-sao-paulo-17966031#ixzz3qc26elDN  © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.
Longa “Pardais” venceu os dois principais prêmios da mostra - Reprodução Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/filmes/dirigido-por-runar-runarsson-drama-islandes-vence-mostra-de-sao-paulo-17966031#ixzz3qc26elDN © 1996 - 2015. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

GUILHERME GENESTRETI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O filme "Pardais", do diretor islandês Rúnar Rúnarsson, foi o grande vencedor da 39ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A obra, sobre a difícil convivência entre um adolescente e seu pai distante, venceu o prêmio do júri de melhor filme e também o de melhor roteiro, dado pela Associação Autores de Cinema.
Membro do júri internacional, a atriz americana Geraldine Chaplin descreveu "Pardais" como uma obra devastadora sobre amadurecimento. Ausente na cerimônia, o diretor islandês mandou seus agradecimentos por vídeo.
O júri também concedeu uma menção honrosa ao polonês "Carta Branca", de Jacek Lusinski, sobre um professor de história querido por seus alunos e que começa a perder a visão.
Já o público escolheu "Sabor da Vida" como o melhor longa de ficção desta edição. O filme, dirigido pela japonesa Naomi Kawase, retrata o envolvimento entre o gerente de uma padaria e uma velha senhora hábil na cozinha. Como melhor documentário, o escolhido pelo público foi "Pixadores", do iraniano radicado na Islândia Amir Escandari, sobre um grupo de grafiteiros paulistanos que foram convidados a participar da Bienal de Berlim.
O drama ambientado na Primeira Guerra Mundial "Os Campos Voltarão", do italiano Ermanno Olmi, ganhou o prêmio da crítica, dado pelos jornalistas de cinema. O diretor enviou um vídeo de agradecimento e brindou a vitória com café, "para homenagear o Brasil".
BRASILEIROS
O nacional "Tudo que Aprendemos Juntos", de Sergio Machado, levou o prêmio do público de melhor filme de ficção brasileiro. No longa, Lázaro Ramos faz um homem que ensina música a jovens da comunidade de Heliópolis. Já como documentário, o eleito foi "Monstros do Ringue", de Marc Dourdin, sobre o universo dos lutadores de luta livre.
A Abraccine, associação que reúne críticos de cinema e premia longas nacionais de diretores iniciantes, elegeu "Aspirantes", de Ives Rosenfeld. O longa de ficção gira em torno de um jogador de futebol amador (Ariclenes Barroso). Já "Califórnia", drama ambientado nos anos 1980 dirigido por Marina Person, ganhou o prêmio da Juventude, dado por alunos de escola pública.
REPESCAGEM
Alguns filmes, como "Pardais" e "Pixadores", poderão ser vistos novamente na repescagem da Mostra, que acontece nos próximos dias.
O longa de Rúnar Rúnarsson será exibido no domingo (8), às 21h45, no Cinesesc. Já o documentário sobre o grupo de graviteiros paulistanos será reprisado na quarta (11), às 18h30, também no Cinesesc.

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