Entretenimento

Atividade da maior máquina do mundo vira tema de conferência

Da Redação ·
 Localizado em um túnel de 27 km de extensão sob a fronteira entre a França e a Suíça, o LHC começou a processar partículas em novembro de 2009
fonte: Foto Getty Images
Localizado em um túnel de 27 km de extensão sob a fronteira entre a França e a Suíça, o LHC começou a processar partículas em novembro de 2009

O mais poderoso acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), é o astro da 35ª Conferência Internacional sobre Física de Altas Energias (ICHEP), que reúne, em Paris, até a próxima quarta-feira (28), cerca de mil físicos.

continua após publicidade

A conferência deste ano é muito importante, "já que serão expostos os primeiros resultados obtidos com o LHC no Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra", destaca o comunicado do Palácio do Eliseu.

continua após publicidade

Guy Wormser, presidente do comitê local de organização da Ichep, comentou o trabalho da maior máquina do mundo.

continua após publicidade

- O LHC começou faz muito pouco tempo: não se pode esperar resultados espetaculares ao nível de um prêmio Nobel, mas a qualidade de dados é considerável. O grau de preparação dos experimentos, as precisões já obtidas são extraordinárias.

Aproximadamente 20% das exposições científicas previstas estarão relacionadas com o LHC, com o qual se conseguiram, em 30 de março as primeiras colisões de prótons com a energia necessária para que tenha caráter científico.

continua após publicidade

Wormser disse ainda que na comunidade de físicos "se pensava que demoraria um ano ou dois para chegarmos a este nível".

continua após publicidade

O LHC, instalado em um túnel subterrâneo circular de 27 km de extensão sob a fronteira entre a França e a Suíça, só acumulou um "número de colisões muito baixo" em comparação com seu rival americano, o Tevatron do Fermilab, em Chicago, "mas está em uma área de energia muito maior", "completamente inexplorada", disse Wormser, diretor do Laboratório do Acelerador Linear de Orsay, em Paris.

continua após publicidade

No LHC, os dois feixes de prótons, que viajam em direções opostas e são acelerados quase que à velocidade da luz, têm uma energia de colisão de 7 TeV (teraelétron-volts), 3,5 vezes superior ao permitido pelo Tevatron.

Cada pacote contém 100 bilhões de prótons, mas isso corresponde a apenas um picograma (um bilionésimo de grama) de material no total, explicou Wormser.

- Atualmente, se realizam colisões com 8 pacotes em cada feixe, e até o fim deste ano a meta é subir a quase mil pacotes.