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Rock in Rio celebra 30 anos com festa sem pompa e pouca repercussão

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THALES DE MENEZES, ENVIADO ESPECIAL
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A festa foi mais modesta do que o esperado. Os 30 anos do Rock in Rio não receberam a pompa merecida, com uma sexta edição de atrações repetidas e menor repercussão.
E havia muito a comemorar nessa data. O pioneirismo da primeira edição, inserindo o Brasil na rota dos grandes shows, em 1985. A escalação impecável de 2001, que reuniu Foo Fighters, R.E.M., Neil Young, Oasis e outros gigantes. O sucesso comercial desta década, quando se fixou na Cidade do Rock.
Mas o público que aproveitou o divertido ambiente de Disneylândia musical, desde a fila para entrar até a camiseta "Eu Fui" comprada como recordação, poderia ter visto shows mais instigantes.
Poucos na lista de atrações são realmente imprescindíveis num grande festival de música pop. Contados nos dedos de uma mão: Royal Blood, Sam Smith, Rihanna e Katy Perry. Sobrou um dedo? Fica para o One Republic, que pelo menos está em alta.
Duas apostas para as principais atrações de cada dia estavam relacionadas aos 30 anos. Queen e Rod Stewart se apresentaram em 1985. Mas três décadas fazem uma diferença danada.
O que restou do Queen, Brian May e Roger Taylor, excursiona para matar a saudade dos fãs. Colocar o cantor apenas mediano Adam Lambert para reproduzir os vocais do fenômeno Freddie Mercury (1946-1991), porém, dividiu opiniões. E o resultado foi fraco. Rod Stewart fez o show esperado, com sucessos antigos, mas ficou nisso.
Fez pior o não tão antigo Metallica, que deu show com freio de mão puxado. Sua atuação burocrática ainda teve problemas no som.
HORRORES
Na segunda semana, os dois dias dedicados ao rock pesado foram encerrados com atrações de segunda linha do gênero -System of a Down e Slipknot. Este último ainda montou seu parque temático de horrores no palco, que parece suficiente para empolgar fãs com idade mental de 14 anos. Deu azar de tocar na sexta-feira (25), dia de plateia esvaziada, apesar de a organização anunciar casa cheia.
A lotação máxima voltou no último fim de semana, com Rihanna, no sábado (26), e Katy Perry, no domingo. Duas cantoras no auge, que encheram a Cidade do Rock de meninas vestidas e penteadas como elas. Uma fatia interessante na escalação, embora os mais ranzinzas possam reclamar de repetição: as duas estiveram no Rock in Rio de 2011.
Todos os maiores destaques deste ano já estiveram em edições passadas. Talvez essa familiaridade do público com os astros tenha provocado pouca repercussão fora do palco, diferentemente do corre-corre causado por estrelas que vieram pela primeira vez em 2013, como Bruce Springsteen.
A organização diz que poucos conseguem puxar público para um festival tão grande. É verdade, mas ainda há nomes que poderiam trazer impacto, como Kanye West, Taylor Swift e Lady Gaga, enfim, nomes a garimpar.
No entanto, o maior problema talvez tenha sido nas atrações secundárias. O festival praticamente ressuscitou nomes como A-Ha, Cidade Negra, CPM 22, Seal e Mötley Crüe.
Se nas próximas edições o Rock in Rio unir seu sucesso empresarial com escalação menos preguiçosa, voltará a ter a relevância musical que já teve.

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Edhucca

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