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Feira Tijuana traz a São Paulo editoras independentes da América Latina

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ANGELA BOLDRINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O projeto começou como uma prateleira de livros na Galeria Vermelho, se expandiu para uma feira, e mudou de casa para abrigar o crescimento das últimas edições.
Essa é a trajetória da Feira Tijuana, que acontece neste final de semana em São Paulo, trazendo para a cidade artistas e editoras independentes de toda a América Latina.
"Muitos artistas trabalham com o livro, e não tinham espaço propício para mostrá-los", conta Ana Luiza Fonseca, diretora da Tijuana.
O chamado "livro de artista", foco da feira, é uma obra de arte que usa, como uma tela, por exemplo, o formato de livro como meio.
"Foi bastante utilizado nos anos 1960 e 1970, durante a ditadura, porque dava pra levar, esconder", explica.
Hoje, o formato é atraente, segundo ela, por ser livre de proporções industriais. "Você não precisa do aval de uma editora para publicar."
Em sua oitava edição, a feira recebe editoras de várias partes do país, como a catarinense par(ent)esis, a venezuelana Carmem Araujo Arte Ediciones, e a carioca A Bolha.
Além das bancas de cada editora, a feira terá outras intervenções, como a do coletivo paulistano ocupeacidade, que montará um ateliê de impressão e a rádio Volcán Mudo, de Bogotá, na Colômbia, que transmitirá programação ao vivo durante o evento.
Será montada, também, uma banca de revistas de arte de pequena tiragem de países como África do Sul e Suécia.
O nome da feira, emprestado da cidade de Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos, surgiu na época da prateleira. "O livro de artista também é uma fronteira, algo que não pertence ao fundo branco de uma galeria, mas também não pertence a outras livrarias."

FEIRA TIJUANA DE ARTE IMPRESSA
QUANDO Sáb. (8) E Dom. (9), Das 12h Às 20h
ONDE Casa Do Povo, R. Três Rios, 252, Tel. (11) 3227-4015
QUANTO Grátis

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