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Caetano e Gil abrem nova turnê com caraoquê coletivo em Amsterdã

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LUCAS NEVES, ENVIADO ESPECIAL
AMSTERDÃ, HOLANDA (FOLHAPRESS) - Caetano Veloso e Gilberto Gil abriram nesta quinta (25) a turnê comemorativa de seus cinquenta anos de carreira com um grande "greatest hits" de suas respectivas discografias que, em diversos momentos, tomou ares de caraoquê coletivo.
O show inaugural foi realizado na tradicional sala Concertgebouw, em Amsterdã, com a lotação de cerca de 1.900 lugares quase esgotada. Em quase 1h50min de apresentação, eles desfiaram um repertório de 27 canções, em sua maioria oriundas de álbuns dos anos 1960 e 1970 (no caso de Caetano, que teve mais solos na primeira parte) e 1970 e 1980 (no de Gil, protagonista do segundo segmento).
Algumas exceções mais recentes foram "Odeio" (do álbum "Cê", que Caetano lançou em 2006) e "Nossa Gente (Avisa Lá)", conhecida na versão do Olodum do começo dos anos 1990.
Um duo em "Back in Bahia" abriu os trabalhos. A dupla emendou com "Coração Vagabundo" (primeira a ser cantada pela plateia), "Tropicália" (quando a voz de Caetano, que ainda se recupera de uma gripe, ganhou vigor e ele, até então visivelmente tenso, soltou-se) e "Marginália 2".
Terminada essa primeira sequência, os dois cumprimentaram o público (predominantemente brasileiro, a julgar pelo coro fluente) e trocaram afagos verbais. "Tenho tido muitas companhias no palco ao longo dos anos, meninos e meninas. Que os outros não tenham ciúme, mas é dele que eu mais gosto", disse Gil.
"Eu gosto também, talvez até mais, mas fico nervoso, porque ele toca muito", devolveu Caetano, antes de iniciar uma série que culminaria com "Sampa" (aplaudida desde os primeiros acordes), "Terra" (com belo canto coletivo nos versos "Por mais distante/O errante navegante/Quem jamais te esqueceria?") e "Nine out of Ten".
Pouco depois, foi a vez de Gil puxar um ruidoso caraoquê com "Drão", "Se Eu Quiser com Deus", "Expresso 2222", "Toda Menina Baiana", na sequência mais eletrizante da apresentação.
Na última música desse segmento, uma senhora portando o traje típico do candomblé desceu uma escadaria lateral que conduz ao palco para cumprimentar os intérpretes. Segundo a produção, ela havia sido contratada para participar de um coquetel para convidados do festival de música brasileiro iniciado com o show de ontem.
Ainda haveria tempo para "Andar com Fé", na voz rascante de Gil (que vez por outra penava para alcançar os agudos) e na coreografia sensual e bem-humorada de Caetano.
O primeiro bis foi com "Desde que o Samba é Samba"; o segundo, com a plateia já toda de pé e com celulares apontados na direção do palco, costurou "Leãozinho" a "Domingo no Parque".
Assim, José, o rei da brincadeira, e João, o da confusão, se engalfinharam pelo bem-querer de Juliana até os versos "Êh Êh Êh Êh Êh / Êh Êh Êh Êh Êh" escassearem no vozerio coral.

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