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Marina Abramovic diz que foi "completamente usada" por Jay-Z

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A artista sérvia Marina Abramovic, nome mais conhecido da performance, afirmou em entrevista à revista "Spike" que foi "completamente usada" por Jay-Z quando colaborou com o rapper na gravação do clipe "Picasso Baby", em 2013.
Para o vídeo, Jay-Z apresentou os versos do rap durante seis horas para fãs e celebridade, emulando a performance "The Artist is Present", de Abramovic, no MoMA (Museum of Modern Art), em Nova York. Para esse trabalho, a artista se sentou em silêncio e imóvel em uma cadeira por 738 horas no museu, encarando o público da mostra.
Abramovic, 68 anos, disse estar aborrecida com o rapper, já que ele não cumpriu com o que combinaram quando ela concordou que sua obra fosse reproduzida. "Ele adaptou meu trabalho sob uma condição: que ele ajudaria meu instituto, o que ele não fez".
"No fim das contas, foi uma transação que beneficiou só um lado. Nunca mais farei isso de novo", comentou.
Não é a primeira vez que Abramovic colabora com uma superestrela da música. No ano passado, Lady Gaga gravou uma série de vídeos em que realizava o "método Abramovic", que se influencia em técnicas de meditação para promover a sintonia com o momento presente. Dessa vez, porém, a parceria funcionou bem, segundo a artista. "Apenas por ganhar 45 mil seguidores, elas trouxe todos esses jovens para o meu público."
É o mesmo argumento da performer que, em entrevista à Folha de S.Paulo em 2014, contou como reagiu às críticas por colaborar com celebridades.
"As pessoas não veem o lado maior disso. Só pensam que eu sou uma vendida, que agora estou lá só passeando com os rappers, com as estrelas do pop", afirmou. "A Lady Gaga tem 43 milhões de seguidores no Twitter. É algo gigantesco, nenhum artista visual tem esse público. Ela tinha estudado minha obra, queria conhecer meus métodos."
Abramovic ainda disse que, por mais que sejam "superficiais", a moda e a música pop eram um "terreno perfeito" para sua arte. "Posso entrar neles para plantar novas ideias e dali emergir diante de um público novo, muito além do mundo da arte, que se restringe a uma elite reduzida."

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