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Namíbia é um lugar que Deus criou quando estava irritado, diz Charlize Theron

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PEDRO CAIADO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Durante entrevista no Festival de Cannes, a estrela do novo filme apocalíptico "Mad Max: Estrada da Furia" confessou o sacrifício de filmar por meses no deserto africano. "Namíbia é um lugar que Deus criou quando estava irritado", disse, em tom sério, Charlize Theron, 39.
Exibido em sessão de gala na Riviera Francesa, o filme também chega nesta quinta (14) às telas brasileiras.
Três décadas após o lançamento do filme original, "Mad Max" virou alvo de ativistas por ser considerado muito... feminista - dizem que Charlize ganhou mais diálogos que o próprio Max (Tom Hardy). "Minha intenção era celebrar o poder feminino nessa historia. Eu quis ser uma mulher e não tentar ser um homem. Para uma atriz, viver uma personagem companheira de Max era uma oportunidade imperdível", disse.
Para a vencedora do Oscar de melhor atriz (por "Monstro", de 2003), o futuro apocalíptico do filme não está muito longe do presente: "Eu senti que a história era baseada em realidade, e eu preciso disso. Preciso fazer filmes que tenham essa base", afirmou.
Os que reclamaram do pouco espaço de Hardy no filme também não devem ficar satisfeitos com a coletiva, na qual o ator de 37 anos pouco falou, mas lembrou o peso de substituir Mel Gibson, astro dos três primeiros longas do personagem. "Inicialmente eu fiquei muito animado em aceitar, mas depois percebi que iria encarar um personagem lendário", disse.
Já George Miller revelou que o próprio Mel Gibson deu seu aval ao filme. "Ele me perguntou quem eram os atores e até deu uns palpites sobre a direção. Foi emocionante para mim", disse. "Eu me sinto como uma mulher que deu vida a um bebê bem pesado", acrescentou o diretor, que também esteve por trás do filme original.

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