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Apesar de crise, galeristas dizem ter feito vendas acima do esperado na SP-Arte

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SILAS MARTÍ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo com o fantasma da crise econômica e a disparada do dólar, vendas na feira SP-Arte, que termina neste domingo (12), não decepcionaram alguns dos principais nomes entre os 140 galeristas que participam desta edição do evento.
Enquanto o movimento nas primeiras horas da última quarta, dia reservado aos colecionadores, parecia mais calmo que o de costume, algumas galerias, como as paulistanas Millan, Casa Triângulo, Nara Roesler, Luisa Strina e Zipper, disseram ter realizado vendas acima do esperado.
André Millan, da galeria que leva seu sobrenome, vendeu um terço das obras que levou no primeiro dia da feira, entre elas uma escultura de Tunga, artista que voltou a representar, além de trabalhos de Rodrigo Bivar, José Resende e Emmanuel Nassar, custando entre R$ 15 mil e R$ 250 mil.
"Está mais calmo, mas bem acima da média que a gente estava esperando", diz Ricardo Trevisan, da paulistana Casa Triângulo, que vendeu trabalhos de Mariana Palma, Joana Vasconcelos, Daniel Acosta, Albano Afonso e Valdirlei Dias Nunes.
Luisa Strina, que dizia estar "meio apavorada" no início do ano, com vendas em baixa, diz que a SP-Arte "está indo bem, mas não superbem" e que vendeu peças de Fernanda Gomes e Anna Maria Maiolino. Obras de Marina Weffort, da colombiana Johanna Calle e de Vanderlei Lopes tiveram saída na galeria Marilia Razuk, enquanto, no fim do primeiro dia da feira, a paulistana Fortes Vilaça já escolhia obras para repor no estande, substituindo peças já vendidas.
Entre as galerias estrangeiras, no entanto, o movimento foi bem mais baixo, um possível reflexo do aumento do dólar sobre os preços de obras importadas. "Não é como a Art Basel, que todo mundo já está lá às 11h da manhã", dizia Serena Cattaneo, da gigante norte-americana Gagosian, nas primeiras horas da feira.
Na sul-africana Goodman, galeria que estreou na SP-Arte este ano, a sensação foi a mesma. "Está um pouco quieto", dizia uma das gerentes, Lara Koseff. "Estamos testando as águas desse mercado."
"Seria exagero dizer que vendemos acima da média, mas diria que fomos bem", disse Rose Lord, da nova-iorquina Marian Goodman, uma das maiores galerias do mundo, que vendeu na feira trabalhos de Gabriel Orozco, Adrián Villar Rojas, Giuseppe Penone e Christian Boltanski.
Nas outras casas de fora, vendas foram tímidas, mas havia certa demanda. A Cardi, de Milão, estava negociando uma tela de Lucio Fontana avaliada em US$ 2,8 milhões, enquanto a londrina Lisson dizia ter vendido uma escultura de Anish Kapoor de US$ 1,1 milhão. Vídeos de Bill Viola também saíram por US$ 200 mil na Blain Southern, de Londres.
Uma obra de Renata Lucas e uma grande instalação de Ai Weiwei também foram vendidas pela Neugerrimschneider, de Berlim.
Esse é um setor do mercado, aliás, mais fácil de quantificar, já que peças importadas ficam pelo menos 20% mais baratas quando vendidas na feira, onde têm isenção do ICMS. Mas dados oficiais da Receita obtidos pela Folha de S.Paulo no primeiro dia da SP-Arte mostram que o total de vendas de obras estrangeiras foi de US$ 382 mil na abertura.
No caso de peças brasileiras, esse valor foi da ordem de US$ 3,6 milhões, o que sustenta as histórias de sucesso dos galeristas locais --as vendas declaradas à Receita no próprio pavilhão, no entanto, costumam responder a cerca de 40% do total, já que nem todas as galerias usam o benefício fiscal.
No ano passado, o total de vendas declaradas no evento chegou a R$ 100 milhões. Em 2013, já com isenção de ICMS, esse número girou em torno dos R$ 50 milhões.

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