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Aos 74, morre ator Cláudio Marzo, no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ator Cláudio Marzo morreu aos 74 anos no início da manhã deste domingo (22), na clínica São Vicente, Gávea, zona sul do Rio. De acordo com a assessoria da unidade de saúde, ele estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), com quadro de pneumonia, dispneia e desorientação desde o último dia 4. Segundo o médico do ator, João Manoel Pedroso, Marzo já tratava de um quadro de enfisema pulmonar que foi agravado pela pneumonia.
Ainda não há informações sobre onde o velório será realizado. Seu corpo deverá ser cremado, conforme desejo deixado pelo ator.
Esta era a segunda vez no ano que o artista havia sido internado. Em fevereiro, Marzo ficou uma semana hospitalizado com "quadro infeccioso associado à insuficiência renal e enfisema descompensado".
Em dezembro do ano passado, o artista também ficou internado por três dias no CTI do mesmo hospital para tratar uma pneumonia.
Em 2013, Marzo foi hospitalizado outras três vezes –duas internações por conta de problemas respiratórios e outra em decorrência de uma hemorragia digestiva.
GALÃ
Nascido em 26 de setembro de 1940, filho de descendentes de italianos, Marzo largou os estudos aos 17 anos de idade e passou a trabalhar como figurante na TV Paulista. Depois, mudou-se para a TV Tupi.
Marzo foi chamado para trabalhar na Globo em 1965, ano de criação da emissora, quando fazia parte do Teatro Oficina e trabalhava como dublador. Ele foi escalado para a segunda novela das 19h do canal, "A Moreninha", de Graça Mello, com 35 capítulos.
O ator ganhou a imagem de galã de novelas no início dos anos 1970, ganhando destaque como protagonista de "Véu de Noiva" (1969) e "Irmãos Coragem", exibida de 1970 a 1971. Ele foi um dos irmãos Coragem –fez o papel de Duda, irmão mais novo de João e Jerônimo, que deseja ser jogador de futebol.
No cinema, atuou em 35 filmes. Um de seus filmes mais conhecidos é "Nunca Fomos Tão Felizes" (1984), de Murilo Salles. No longa, Marzo interpreta um homem misterioso, ex-militante político perseguido pela ditadura, que poucas informações deixa transparecer ao seu filho.
Por "O Homem Nu" (1990), dirigido por Hugo Carvana, Marzo foi premiado no Festival de Gramado.
Em entrevista à Folha de S.Paulo em 1994, afirmou que não tinha saudades da época como galã. "Aquela quantidade de mulheres correndo atrás de você era uma coisa que não ajudava em nada. Só complicava mais a cabeça."
Marzo abandonou essa imagem no auge da carreira, após a exibição da novela "Carinhoso" (1973), em que fazia par romântico com Regina Duarte, com quem formou uma dupla popular.
"Logo depois de 'Carinhoso', decidi que não queria mais gastar a minha vida com coisas tão descartáveis como aqueles personagens que estava fazendo", contou, nessa mesma entrevista. "Deixei a barba crescer, dei meu relógio de pulso para o primeiro garotinho que encontrei na rua e fui viajar. Foi uma espécie de rompimento."
Na década de 1980, esteve no elenco de "Brilhante", na qual vivia um motorista que se envolvia com a patroa (Fernanda Montenegro), casal que caiu no gosto do público, e de "Quem Ama Não Mata" -esta última, ganhou nova versão na série "Felizes para Sempre?", exibida no início de 2015.
O ator deixou o canal em 1988, e atuou em "Kananga do Japão" e em "Pantanal", sucesso da extinta TV Manchete. Em 1993, voltou para a Globo.
O último papel que ele interpretou foi como o Capitão Guerra, da série "Guerra e Paz", em 2009.
Marzo deixa três filhos -Alexandra, Diogo e Bento- e a mulher, Neia. Ele já foi casado com Betty Faria, Denise Dumont e Xuxa Lopes.

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