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Jornalista Zuenir Ventura toma posse em tom de modéstia

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LUIZA FRANCO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O jornalista mineiro Zuenir Ventura, 83, assumiu na noite desta sexta (6) a cadeira nº 32 da ABL (Academia Brasileira de Letras), sucedendo o dramaturgo, poeta e romancista Ariano Suassuna (1927-2014).
"Suassuna é insubstituível. Eu venho apenas sucedê-lo. Fiz uma homenagem modesta, incompleta", declarou antes da cerimônia sobre o discurso que faria.
Ventura foi eleito em outubro de 2014 com 35 dos 37 votos. Os poetas Thiago de Mello e Olga Savary receberam um voto cada.
Ele já havia se candidatado à ABL, à vaga de Luiz Paulo Horta, mas retirou-se do pleito para evitar competir com Antônio Torres, que acabou eleito. Outras vezes Zuenir cogitou se candidatar, mas desistiu pelo mesmo motivo.
"Suassuna já disse que desde os 9 anos já sabia que estaria aqui um dia, ao contrário de mim, que nunca imaginei essa glória. Como se não bastasse, serei recebido por minha mestra, Dona Cleo", disse no discurso, em referência à acadêmica, professora e especialista em Fernando Pessoa, Cleonice Berardinelli.
Entre os convidados estavam a ministra do STF Carmen Lucia, a atriz Fernanda Montenegro e os secretários de cultura do Rio, onde Ventura vive desde 1954, e de Minas, onde nasceu, respectivamente Eva Doris Rosental e Ângelo Oswaldo.
O evento aconteceu no salão nobre do Petit Trianon, a sede da Academia, no centro do Rio.
Em seu discurso, Ventura falou sobre a vida e a obra de Suassuna e homenageou seus antecessores, como dita a tradição.
Os ocupantes anteriores da Cadeira 37 foram: Carlos de Laet -que escolheu como patrono o poeta, professor, jornalista, diplomata e teatrólogo Araújo Porto-Alegre-, Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo e Genolino Amado.
Eduardo Portella lhe entregou a espada, Merval Pereira, o colar, e Domício Proença Filho, o diploma. O presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, então, declarou Ventura empossado.
Depois, Cleonice Berardinelli fez um discurso onde falou sobre sua amizade com o jornalista. "Os muitos anos vividos concedem-me várias prerrogativas, dentre elas a que agora quero exercer: quebrar protocolo. Assim, opto por deixar de lado o longo e pomposo discurso recheado de justos elogios para privilegiar um breve testemunho pessoal e único", disse. Sua fala relembrou os dias onde Dona Cleo foi professora de Ventura.
Ventura foi repórter, editor e chefe de Redação de veículos como as revistas "Visão" e "Veja", o "Jornal do Brasil" e o site "No mínimo". Hoje é colunista do jornal "O Globo".
Seu livro mais conhecido é "1968 - O Ano Que Não Terminou" (1988), que narra os acontecimentos no Brasil desse ano de efervescência política e cultural, com mais de 400 mil exemplares vendidos. Venceu o Prêmio Jabuti (o mais importante do mercado editorial do país) de 1995 na categoria reportagem pelo livro "Cidade Partida", um retrato da violência no Rio.
É também autor do romance "Sagrada Família" (2012), que foi finalista do Jabuti.
Ganhou os prêmios Esso de Jornalismo e Vladimir Herzog pela série de reportagens que escreveu para o "Jornal do Brasil" sobre o assassinato do seringueiro Chico Mendes, morto em 1988. A série foi reunida no livro "Chico Mendes: Crime e Castigo" (2003).
Ele se junta a outros jornalistas na ABL, como Merval Pereira, Murilo Melo Filho, Cicero Sandroni e o colunista da Folha Carlos Heitor Cony.
Ventura é casado com Mary Ventura, com quem tem dois filhos: Elisa e Mauro.

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