Entretenimento

Homenagens, cultura africana e culinária marcam desfile no Rio

Da Redação ·
As escolas de samba do Grupo Especial desfilam no domingo e na segunda-feira, no Rio de JaneiroFernando Frazão/Agência Brasil
As escolas de samba do Grupo Especial desfilam no domingo e na segunda-feira, no Rio de JaneiroFernando Frazão/Agência Brasil

Seis escolas de samba abriram neste domingo (15), à noite os desfiles do Grupo Especial do carnaval carioca. A primeira a entrar na avenida foi a Viradouro. Depois de quatro anos na Série A, a vermelha e branca de Niterói, na região metropolitana do Rio, cruzou a pista com um samba enredo que é a combinação de outros dois sambas compostos por Luiz Carlos da Vila, que destacam a influência da cultura africana no país. Um deles é Nas veias do Brasil, feito para atender um pedido da cantora Beth Carvalho que queria um samba novo, e o outro é Um Dia de Graça.

Em entrevista à Rádio Nacional, o carnavalesco João Vitor Araújo disse que a escola não iria trazer chicotes nem correntes. Segundo ele, o desfile terá muito brilho e a exaltação de uma negritude vitoriosa. Na sequência, entrou na avenida a Estação Primeira de Mangueira. A tradicional agremiação, que costuma emocionar o público na Marquês de Sapucaí apresentou o enredo Agora Chegou a Vez Vou Cantar: Mulher de Mangueira em Primeiro Lugar.

A terceira escola a desfilar na noite de domingo foi a Mocidade Independente de Padre Miguel. A verde e branca da zona oeste vai para a avenida sob a grande expectativa da estreia do carnavalesco Paulo Barros que é considerado o responsável por fortes mudanças nas apresentações da elite do carnaval carioca. Com o enredo Se o Mundo Fosse Acabar, Me Diz o Que Você Faria Se Só Te Restasse Um Dia? , baseado na música Último Dia, de Paulinho Moska e de Billy Brandão, o carnavalesco propõe muita alegria e a busca pela felicidade.

A quarta escola foi a Unidos de Vila Isabel. A agremiação pretendia, este ano, se recuperar do desfile de 2014, quando vários integrantes foram para a Passarela do Samba sem a fantasia completa e faltavam peças aos carros alegóricos. A escola que tinha sido campeã no ano anterior conseguiu apenas o décimo lugar, mas ainda assim não caiu para a Série A, antigo grupo de acesso. O carnavalesco Max Lopes vai transformar a avenida em um palco misturando o samba com grandes óperas, já que o homenageado é o maestro Isaac Karabtchevsky. Logo após virá o Salgueiro.

A vermelho e branca da Tijuca, na zona norte do Rio, teve como enredo Do Fundo do Quintal, Saberes e Sabores na Sapucaí em uma referência à culinária de Minas Gerais. Uma das alegorias tem grandes panelas e tachos usados na comida mineira contando ainda um pouco da religiosidade característica do estado. A Grande Rio, escola de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, fechou o primeiro dia de desfile e mostrará na avenida a história das cartas com o enredo A Grande Rio é do Baralho e Levará o Tarô. Vai destacar ainda as ciganas com as suas previsões do futuro. A verde, vermelha e branca da Baixada quer conquistar, este ano, o campeonato que escapou durante três anos, quando ficou em segundo lugar.

continua após publicidade