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'Meu neto quase morreu nos meus braços', diz avô de Ken Humano

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Ken Humano, em foto tirada no hospital de Uberlândia (Foto: Arquivo pessoal)
Ken Humano, em foto tirada no hospital de Uberlândia (Foto: Arquivo pessoal)

No começo deste ano, Celso Santebanes, mais conhecido como Ken Humano, sentiu um baque ao perceber que havia algo de errado com a sua saúde. Desde o dia 6 de janeiro, quando foi internado pela primeira vez em um hospital de Araxá, em Minas Gerais, ele tem contado com o apoio do avô José Pereira, com quem vive desde o seu nascimento. 

Com o neto hospitalizado em coma no Hospital das Clínicas de Uberlândia, o contador recebeu o EGO na manhã desta quinta-feira, 5, para contar como está sendo a saga de Celso para cuidar da leucemia descoberta há um mês. "Ele começou a sentir umas dores estranhas e colocou sangue pela boca. Foi quando me disse que ia fazer uns exames. Fomos ao hospital em Araxá no dia 6 de janeiro, e eles disseram que não tinham estrutura para cuidar dele. Daí, ele foi transferido para Patos de Minas, onde descobriu a leucemia. Mas como era um hospital particular, a conta foi aumentando, até que o transferiram para Uberlândia", narra José, que se sente orgulhoso por ter sido escolhido pelo neto para ficar ao seu lado nesse momento tão difícil. "Ele podia ter escolhido qualquer pessoa, mas quis que fosse eu. Fiquei de acompanhante desde o início, fui transferido junto, acompanhei todo o sofrimento do meu neto", relata.

Celso Santebanes, que na verdade se chama Celso Pereira Borges, sempre quis a fama. O modelo foi criado pelos avós, que o ajudaram mesmo contra a vontade deles. "Quando Celso nasceu, fomos os primeiros a vê-lo. Desde então, ele sempre morou comigo e com a avó. Meu neto sempre quis ser famoso. Eu nunca gostei muito disso, mas apoiava, é meu neto. Quando ele foi para São Paulo pela primeira vez, fui junto. Nós não tínhamos dinheiro, fomos com a cara e a coragem. Chegando lá, ele me pediu um dinheiro para entrar na internet e logo depois arrumamos um lugar para ficar", lembra José.
O avô de Celso conta que ainda em Araxá, cidade natal de Celso, o modelo foi escolhido por Tony Ramos em um concurso entre 400 pessoas. Depois disso, o rapaz - hoje com 20 anos - seguiu para São Paulo. O avô voltou para Minas Gerais, mas Celso morou sozinho por cinco anos. Foi quando começou a fazer as cirurgias. "Ele só falava pra gente depois de ter feito. Gastou muito dinheiro, sempre foi vaidoso e quis resolver as coisas sozinho. Essa é a primeira vez que estou falando com a imprensa, ele não me deixava dar entrevista. Quando alguém vinha ao hospital, ele pedia para eu sair", diz o avô.

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