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Polícia do Rio deve ir ao "BBB"15 ouvir Luan sobre suposta morte no Alemão

Da Redação ·
Polícia do Rio deve ir ao "BBB"15 ouvir Luan sobre suposta morte no Alemão - imagem -fotos.ntr.br
Polícia do Rio deve ir ao "BBB"15 ouvir Luan sobre suposta morte no Alemão - imagem -fotos.ntr.br

A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro deve ir nos próximos dias ao Projac, onde fica a casa do "BBB15", para ouvir o carioca Luan Patrício sobre suas declarações de que matou um jovem durante uma operação no Complexo do Alemão em 2010. A informação foi confirmada ao UOL pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Procurado pela reportagem, o delegado Rivaldo Barbosa afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.

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Em uma conversa na madrugada de quarta-feira, Luan disse que atirou e matou um jovem que estava armado. Logo após levar as malas para o cômodo, ele narrou a história para o teólogo Marco. "A primeira vez que eu matei alguém no Complexo do Alemão, eu balancei", disse. 

O ex-militar, que atualmente trabalha como gerente de um salão de cabeleireiros, explicou que estava na parte de baixo do complexo de favelas quando atirou. "Eu fiquei na linha de tiro embaixo, de rifle, dando cobertura para quem estava subindo". Luan explicou que o jovem usava uma submetralhadora. "Acho que ele era mais novo do que eu. Eu estava com 19, ele devia estar com 16", disse. O brother ainda detalhou o momento do disparo, imitando o som de um tiro e gesticulando com o dedo indicador para a testa. "Rasgou a cabeça dele e a caixa d'água", contou. 

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"Na hora eu tremi, o sargento olhou para mim e disse: Ou era você ou ele", concluiu.  Por fim, Luan contou que ficou no Exército por dois anos, mas deixou o serviço militar para cuidar da saúde da mãe, que estava doente na época. Procurada pela reportagem, a assessoria de Comunicação da Globo informou que não tem nenhuma informação sobre o caso. 

"Contou vantagem"Na opinião do estoquista Leonardo Lima, amigo de Luan, o brother contou a história no programa para impressionar os outros confinados. "Nessa operação, estávamos separados, mas não me lembro dele ter participado da ocupação no Alemão como eu. Ele contou vantagem", afirmou. Padrinho da filha de Luan, Leonardo explicou o que, para ele, pode ter levado o amigo a inventar a história. "Ele quis ter algo interessante para contar porque ficou meio travado com as outras pessoas, que são estudadas e têm várias histórias. Ele fala as coisas sem pensar, mas não é que ele seja mentiroso, é o jeito dele. Se sentiu acuado porque as pessoas são muito vividas", defendeu.