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Cervejas permitem rastrear por onde as pessoas andam

Da Redação ·

Segundo um novo estudo, a cerveja que você bebe pode dizer por onde tem andado - e tudo isso graças à química. Fatores geográficos, como latitude, altitude e proximidade do litoral possuem um papel nessa variação.

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Cerveja, água mineral e refrigerantes possuem uma assinatura química relacionada à localização geográfica, o que faz com que eles deixem uma "impressão digital" em seu cabelo.

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Essa impressão digital poderia ser usada para rastrear suas viagens ao longo do tempo, de acordo com a pesquisa, publicada na revista científica Journal of Agricultural and Food Chemistry.

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Ela pode ser obtida pela medição de diferentes isótopos (átomos de um elemento químico cujos núcleos têm o mesmo número atômico) de oxigênio e hidrogênio - a proporção deles varia de acordo com as diferenças geográficas, como a altitude e a latitude.

De acordo com a Sociedade Americana de Química, essa impressão digital varia de cidade para cidade. E as diferenças geram uma “assinatura” que pode ser associada a regiões específicas.

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Segundo os pesquisadores, essa assinatura aparece no cabelo de quem bebe porque o corpo remove hidrogênio e oxigênio da água e os incorpora nas proteínas, incluindo a queratina, que fica justamente... nos fios do cabelo.

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Isso significa que os isótopos de oxigênio e hidrogênio aparecem nessas proteínas. E se você sabe qual padrão de isótopo existe em cada lugar, pode deduzir onde – ou o que – alguém andou bebendo.

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Para testar sua teoria, os cientistas analisaram a água da torneira de 33 cidades e procuraram padrões de isótopos em uma marca de água mineral, na Coca-Cola e na cerveja Budweiser.

Eles descobriram que o padrão isotópico da bebida dessas cidades correspondia ao padrão da água de torneira, o que faz sentido, porque muitas empresas produzem suas bebidas regionalmente em vez de fabricá-la em só um lugar.

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Por exemplo, se você beber uma Budweiser no Estado americano de Utah, provavelmente ela veio de uma fábrica da empresa em Fort Collins, no Colorado, e não em Saint Louis.

Segundo o estudo é possível dizer a diferença, embora as assinaturas isotópicas regionais de uma cerveja e de um refrigerante não sejam tão fortes. Os autores do pesquisa dizem que isso acontece porque o processo de fabricação muda a química da água, tornando a relação isotópica menos óbvia. Outras exceções incluem água engarrafada, que vem de uma fonte específica e algumas marcas nacionais.

Mas, na maioria dos casos, as bebidas engarrafadas podem ser usadas para deduzir o lugar onde foram compradas, dizem os autores. Esses dados poderiam ser usados em investigações criminais para prever a fonte original da água em sua cerveja e assim dizer por onde você andou.