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Pílula com chip avisa quando paciente ingere remédio

Da Redação ·
Pílula com chip criada por cientistas da Universidade da Flórida irá evitar que pacientes esqueçam, evitem ou errem na dosagem de remédios
fonte: Foto por Reprodução/R7
Pílula com chip criada por cientistas da Universidade da Flórida irá evitar que pacientes esqueçam, evitem ou errem na dosagem de remédios

Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula que vem com um pequeno chip e uma antena digeríveis, que envia automaticamente um alerta quando o remédio é ingerido, revelou o site Futurity.org nesta segunda-feira (5).

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A invenção é importante porque os pacientes costumam esquecer, recusar ou errar a dosagem, causando problemas médicos graves, gastos com hospitalização ou com procedimentos médicos caros.

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A falha dos pacientes em seguir direito a prescrição médica é considerada o problema número um no tratamento de doenças em todo o mundo. Segundo a Associação Americana do Coração, 10% das internações são causadas por pacientes que não seguem corretamente as orientações médicas.

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A nova pílula é uma forma de manter os médicos mais tranquilos. A cápsula é coberta por linhas de prata. Nas linhas Numa delas é "colocada" a antena, que é impressa com uma tinta não tóxica feita de nanopartículas condutoras de prata. A pílula contém um chip mais ou menos do tamanho do ponto final desta frase.

Quando o paciente toma a pílula, ela se comunica com o segundo elemento do sistema: um pequeno dispositivo (carregado pelo usuário), que, no futuro, poderá ser embutido em um relógio ou em um telefone celular. O dispositivo envia sinais ao celular ou ao notebook, informando ao médico ou aos familiares que a pílula já foi ingerida.

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Segundo os pesquisadores, a pílula não precisa de bateria porque o dispositivo envia energia por meio de pequenas explosões de eletricidade de baixíssima voltagem. Essas explosões energizam o microchip para que envie os sinais restabelecidos pela antena.
Algumas vezes, o ácido do estômago do paciente pode quebrar a antena, mas não antes que a pílula confirme que foi ingerida.

O sistema já foi testado em modelos humanos artificiais e em cadáveres.