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Desrespeito marca show do Guns N' Roses no Rio

Da Redação ·
 Raiva: xingamentos, gritos de "Ivete" e até ovo de Páscoa
fonte: Gabriela Magnani/ IG Gente
Raiva: xingamentos, gritos de "Ivete" e até ovo de Páscoa

Os fãs cariocas da banda Guns N’ Roses sofreram duas vezes nos últimos dias. A primeira foi o cancelamento da apresentação no dia 14 de março, devido à tempestade que caiu na cidade e derrubou parte do palco. A segunda foi neste domingo, com a espera de várias horas que o cantor Axl Rose e sua trupe impuseram às dezenas de milhares de fãs que foram vê-los no show remarcado. Previsto inicialmente para as 23h, o concerto só começou à 1h05 de segunda e terminou às 3h30 na Praça da Apoteose.

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Quando Axl e sua afiada banda cover do Guns N’ Roses – que não por acaso leva o nome da banda original, já que ele é o dono da marca – apareceram no palco, parte do público bocejava, parte dormia, alguns já tinham ido embora e havia quem estivesse fazendo exercícios de alongamento.

rritada com as 2h30 de espera, a audiência brindou o cantor com um repertório variado de xingamentos que iam desde “FDP!” e “Ei, Axl... vai tomar no c...” a berros jocosos de “Ivete, Ivete!”, a rainha da axé music.

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O vocalista e dono da marca GNR não deu mostras de se importar com os muitos quilos a mais que ganhou desde suas últimas passagens pelo Brasil. Ou mesmo ter percebido que eles se instalaram em sua região abdominal. Axl vestiu-se e comportou-se como se tivesse 20 anos a menos, a data de sua primeira visita ao País, no Rock in Rio 2, em 1991.

Sacolejou desengonçado como de hábito. A coreografia incluía seus passos clássicos: os rodopios como pião, o pulinho para frente com o microfone no pedestal, os chutes no chão com a ponta do pé e o pisão mata-baratas. Mas ele foi econômico nas corridas de um lado a outro do palco. Aos 48 anos, a idade pesa. E Axl aproveita os quatro momentos solo dos outros músicos para descansar.

Seu figurino foi uma volta a 1991. Com jeans rasgado e camisas de flanela – em geral com os dois primeiros botões fechados, para esconder a pança proeminente. Axl aproveitou o cover de “Live and Let Die”, dos Wings, para ressuscitar sua famosa bandana. Prudentemente deixou de fora do revival o short de lycra colante com a bandeira dos EUA que era sua “pièce de résistance” na virada dos anos 1980 para os 1990.

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Nada disso fez diferença para os fãs. Logo na segunda música, “Welcome to the Jungle”, a histeria tomou conta do lugar, com as pessoas pulando e gritando tão alto que não daria para escutar a banda se o som estivesse alto, o que não estava.

É que, estranhamente, o som das duas primeiras atrações de abertura, a brasileira Majestike e o cantor canadense Sebastian Bach, ex-Skid Row, estava melhor, com melhor equalização e mais nitidez, principalmente na voz.