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Projeto Genoma influenciou novos biomédicos, diz revista

Da Redação ·

Cerca de 69% dos cientistas que atuam na área biomédica avaliam que o Projeto Genoma Humano influenciou, em alguma medida, a escolha da carreira ou da linha de pesquisa que adotaram. O porcentual é fruto de uma pesquisa de opinião organizada pela revista Nature com mil pesquisadores de todos os continentes.

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Quase metade dos entrevistados acredita que as promessas de terapias revolucionárias, que acompanharam o anúncio da conclusão do genoma em 2000, foram irrealistas. "Com esse novo e profundo conhecimento, a humanidade atinge o limiar de um imenso e novo poder de cura, capaz de revolucionar o diagnóstico, a prevenção e o tratamento da maioria das doenças, talvez todas", previu o presidente americano Bill Clinton, no dia 26 de junho de 2000.

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Duas organizações rivais receberam os méritos pelo feito: o Projeto Genoma Humano, financiado com verbas públicas internacionais, e a companhia privada Celera Genomics, do cientista-empresário Craig Venter. Na realidade, só em 2003 a sequência completa foi publicada.

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Hoje, os resultados clínicos podem ser descritos, na melhor das hipóteses, como tímidos. Só em novembro de 2009, a Human Genome Sciences, outra empresa criada por Venter, conseguiu obter resultados promissores para uma droga desenvolvida com base no genoma humano decodificado: um medicamento para tratar o lúpus.

Mesmo assim, 45% dos pesquisadores ouvidos consideram muito significativo o impacto do genoma humano na sua área de pesquisa. Quase 30% afirmaram que usam de forma cotidiana as sequências de DNA descritas pelo projeto. Houve até quem afirmasse que não imaginava como biólogos trabalhavam antes da publicação do genoma.

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Mas o sonho de uma medicina personalizada - em que se identifique com precisão as causas particulares de uma enfermidade com base no genoma - ainda está no horizonte. Para 35% dos cientistas que participaram da enquete da Nature, serão necessários de 10 a 20 anos para que o sonho se torne realidade. Por outro lado, cerca de 6% dos entrevistados não acreditam que viverão o suficiente para se beneficiar dos frutos da pesquisa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.