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Humorista, roteirista e diretor Max Nunes morre em hospital no Rio

Da Redação ·
 IMAGEM - ILUSTRATIVA - g1.globo.com
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O humorista, roteirista, escritor e diretor Max Nunes morreu no início na madrugada desta quarta-feira (11) no Rio informou o Jornal Hoje. Ele sofria de complicações após sofrer uma queda.

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Formado em Medicina, Max escreveu pela primeira vez para a televisão em 1962, quando criou os programas My Fair Show e Times Square para a TV Excelsior. Em 1964, foi para a Globo, onde passou a roteirizar e dirigir, ao lado de Haroldo Barbosa, o humorístico Bairro Feliz (1965), pelo qual passaram figuras como Paulo Monte, Grande Otelo e Berta Loran. O comediante Mussum, com seu conjunto Originais do Samba, também participou do programa.

No ano seguinte, dando sequencia à parceria com Haroldo Barbosa, estreou Riso Sinal Aberto e Canal 0, que a partir de 1967 se transformou no TV0-TV1. Apresentado por Paulo Silvino e Agildo Ribeiro nas noites de quinta-feira, o programa explorava a paródia da produção televisiva, recurso que influenciaria, muitos anos depois, humorísticos como TV Pirata (1983) e Casseta & Planeta, Urgente! (1992).

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O programa Balança mas Não Cai foi adaptado para a televisão, pela primeira vez, na Globo em 1968. Em 1972, também teve uma versão produzida pela TV Tupi. Dez anos depois, voltou à grade de programação da Globo, com novos personagens e cenários. Foi um grande sucesso de audiência no Rio de Janeiro, em parte por trazer do rádio personagens conhecidos do grande público, como o Primo Pobre (Brandão Filho) e o Primo Rico (Paulo Gracindo). Balança mas Não Cai também eternizou expressões populares, como a do personagem Peladinho – "Mengo, tu é o maior!" –, que deu origem ao apelido do Clube de Regatas Flamengo.

Desde 2000, Max Nunes produzia textos e participava de gravações do Programa do Jô, cujo formato de talk show foi reeditado pela dupla formada por ele e o apresentador. Ao Jornal Hoje, Jô Soares — que trabalhou por décadas com o humorista — estar profundamente sensibilizado.