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Senado dos EUA vota a favor de proposta sobre o efeito estufa

Da Redação ·
 Senadores que eram contra a proposta diziam que sua aplicação representa aumento dos custos da energia e prejudicar a oferta de empregos
fonte: Foto por Getty Images
Senadores que eram contra a proposta diziam que sua aplicação representa aumento dos custos da energia e prejudicar a oferta de empregos

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (10) uma iniciativa republicana para bloquear uma proposta do governo do presidente Barack Obama de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

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O fenômeno acontece a partir da queima de combustíveis fósseis (como a gasolina). A combustão faz com que gases tóxicos formem uma camada na atmosfera, impedindo a liberação do calor no planeta - processo conhecido como aquecimento global.

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A proposta, rejeitada por 53 votos a 47, tinha o objetivo de negar à Agência de Proteção Ambiental (EPA, pela sigla em inglês) poder para aplicar normas de redução de poluentes incluídas na Lei de Ar Limpo.

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Os republicanos e seis democratas que deram seu voto para bloquear a iniciativa assinalaram que sua aplicação vai representar um aumento dos custos da energia e uma redução do emprego.

Entretanto, os democratas que rejeitaram a tentativa manifestaram que as normas têm como objetivo não só reduzir a poluição como também a dependência de petróleo e outros combustíveis fósseis.

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Os Estados Unidos recebem críticas por não assinar o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Criado em 1997, o documento começou a vigorar em 2005 e estabelecia que os países desenvolvidos - 37 países industrializados e a União Europeia - se comprometeram a reduzir em 5,2% as emissões de gases causadores do efeito estufa, considerados os responsáveis pelo aquecimento global, tomando por base o que foi emitido em 1990.

Kyoto é importante por ser o primeiro passo para um compromisso global de corte de emissões. O acordo previa metas para reduzir as emissões de países desenvolvidos, mas poupava os em desenvolvimento, como o Brasil, o que reduziu muito os seus efeitos. Além disso, a não adesão por parte dos EUA fez com foi fundamental para que o protocolo se tornasse um tanto ineficaz.