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Vocalista do Cogumelo Plutão fala de seu retorno aos palcos

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Vocalista do Cogumelo Plutão fala de seu retorno aos palcos (Divulgação)
Vocalista do Cogumelo Plutão fala de seu retorno aos palcos (Divulgação)

Um dos maiores arrecadadores de direitos autorais do país, Blanch Von Gogh, 45 anos, vocalista da banda Cogumelo Plutão, que explodiu na cena musical brasileira em 2000 com a música “Esperando na Janela”, acaba de sair, digamos, de um “exílio artístico” de oito anos. Blanch Von Gogh, 45 anos,. Neste mês, a banda que vendeu mais de dois milhões de discos com o primeiro álbum “Biblioteca de Sonhos”, lança o novo trabalho “Amor à primeira vista” neste mês. 

Considerado um artista conceitual, multimídia, escritor, compositor, pintor, produtor fonográfico, videomaker e tocar onze instrumentos musicais, Blanch tem suas composições gravadas e regravadas por artistas de diversos gêneros, como Cláudia Leitte, Luan Santana, Chayanne, expressão máxima do pop latino atual, além de Khaled, ídolo marroquino, o que confunde a banda, que tem como referência o rock britânico mesclado com nuances pop, com música popular. 

Nascido em Natal, Rio Grande do Norte, sua história sempre foi cercada por polêmicas. O possível romance com Renato Russo, líder da Legião Urbana, de longe é a mais comentada até os dias hoje. “Eu poderia dizer tantas e tantas coisas boas sobre eu e ele (Renato Russo), mas só desejam saber do ‘podre’”. Esse é apenas um pequeno trecho da entrevista exclusiva para a Uau!. Confira!

Uau! - Quais as vantagens e desvantagens de se estar há oito anos em “exílio artístico”?

Blanch - Em primeiro lugar, o exílio deveu-se a um grave aneurisma seguido de leucemia. Foi um exílio autoimposto. Por isso, paramos na época, sem divulgar essa informação. O fato de termos ficado oito anos longe de tudo, fez com que fôssemos percebidos como algo bom que surgiu e se foi, feito uma brisa gostosa, que todos desejam sentir de novo.

Uau! - Como define “ser um artista conceitual” atualmente?

Blanch - Aquele que não faz o jogo do sistema que envolve o show business. A negociata descabida em nome do papel pintado. O jogo cruel de se violentar artisticamente para poder trazer dinheiro que sustente o estilo de vida orgiástico de alguns diretores de companhias fonográficas.

Uau! - Mesmo depois de tanto tempo e de várias negativas, pessoas ainda acreditam que você teve um caso com Renato Russo. Como lida com essa situação?

Blanch - Eu poderia dizer tantas e tantas coisas boas sobre eu e ele (Renato Russo), mas só desejam saber do “podre”. Isso seria mais relevante do que minhas canções? Já fui acusado de ganhar dinheiro em canções do Cogumelo Plutão e não dar crédito para o Renato Russo que, pretensamente, seria meu parceiro na música “Esperando na Janela”. Chega a ser risível isso. Já inventaram na imprensa que eu morei com ele, isso é uma mentira! Isso nunca aconteceu. Infelizmente, processei algumas revistas e jornais por besteiras como essas. O que houve foi um encontro de artes entre pessoas inteligentes, numa época. Houve troca de ideias, de mentalidades. Aprendemos muita coisa um com o outro....

Por isso, paramos na época, sem divulgar essa informação. O fato de termos ficado oito anos longe de tudo, fez com que fôssemos percebidos como algo bom que surgiu e se foi, feito uma brisa gostosa, que todos desejam sentir de novo.

Uau! - Como define “ser um artista conceitual” atualmente?

Blanch - Aquele que não faz o jogo do sistema que envolve o show business. A negociata descabida em nome do papel pintado. O jogo cruel de se violentar artisticamente para poder trazer dinheiro que sustente o estilo de vida orgiástico de alguns diretores de companhias fonográficas.

Uau! - Mesmo depois de tanto tempo e de várias negativas, pessoas ainda acreditam que você teve um caso com Renato Russo. Como lida com essa situação?

Blanch - Eu poderia dizer tantas e tantas coisas boas sobre eu e ele (Renato Russo), mas só desejam saber do “podre”. Isso seria mais relevante do que minhas canções? Já fui acusado de ganhar dinheiro em canções do Cogumelo Plutão e não dar crédito para o Renato Russo que, pretensamente, seria meu parceiro na música “Esperando na Janela”. Chega a ser risível isso. Já inventaram na imprensa que eu morei com ele, isso é uma mentira! Isso nunca aconteceu. Infelizmente, processei algumas revistas e jornais por besteiras como essas. O que houve foi um encontro de artes entre pessoas inteligentes, numa época. Houve troca de ideias, de mentalidades. Aprendemos muita coisa um com o outro.... 

Uau! – Dessa convivência com Renato Russo teria surgido parcerias inéditas. Por que esses trabalhos ainda não foram revelados ao público?

Blanch - O Renato Russo era joia e, por causa desses encontros, tenho 16 músicas inéditas gravadas num estúdio portátil de 16 canais com ele. Quem sabe, um dia quando sentir mais respeito daqueles que administram suas obras, eu abra isso ao conhecimento público. Por enquanto, não rola! Anos atrás publiquei através do site do Cogumelo Plutão trechos de uma música em que eu cantava com ele, contendo a voz de Renato Russo. Era uma espécie de “cala boca” pra mostrar, para muitos, que realmente eu tinha tal material, visto que rolava ainda dúvidas sobre a veracidade de minhas informações. Na mesma hora tentaram fechar meu site, alegando que eu estava propondo download ilegal, coisa que nem estávamos fazendo. Era somente para os fãs ouvirem, sem ganhar, jamais, dinheiro algum com venda de música. Então... Puff! Não preciso disso, nem desejo mais alimentar esse tipo de conversa. Quem conhecia Renato Russo de perto, sabe da verdade. 

Uau! - Como era a sua relação com Renato Russo?

Blanch - Fomos apresentados em 1988 pelo seu primo e guitarrista Zêido, no auge do álbum “Que País É Esse?”. Depois disso, nos aproximamos mais ainda por causa de amigos que tínhamos ligados ao movimento LGBT. Eu tocava onze instrumentos musicais, ele uns cinco ou seis... O Renato me admirava pelo fato de seu ser um brilhante multi-instrumentista. Ele achava que eu era melhor compositor do que ele, coisa que sempre discordei, porém, para mim ele era o maior texto do rock e sempre será. Ele era estranho. Gostava de gravar nossas conversas. Algumas dessas acabaram virando frases de músicas que, prefiro não comentar aqui pra não gerar um assunto ao qual é dolorido demais abordar.

Leia mais na revista UAU


 

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Edhucca

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