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Cérebro precisa ser exercitado para não atrofiar

Da Redação ·
 Pessoas que leem muito devem fazer, por exemplo, charadas matemáticas ou jogar Imagem e Ação
fonte: Foto por ThinkStock
Pessoas que leem muito devem fazer, por exemplo, charadas matemáticas ou jogar Imagem e Ação

Todo mundo sabe que é preciso fazer exercícios para manter o corpo saudável e evitar problemas mais sérios no futuro, mas poucas pessoas imaginam que o cérebro também precisa de “malhação”, explica a psicóloga Carla Correia, especializada em programação neurolinguística.

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- Para ficar forte, o cérebro precisa de exercícios mentais. Tem de sair do automático e fazer coisas que exijam atenção e concentração.

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Carla é dona da Estratégias e Comportamento Humano, empresa que, há dois anos, dá cursos de neuróbica – como é chamada a malhação cerebral – para executivos, profissionais liberais e estudantes. A psicóloga explica que o curso tem duração de dois dias, custa R$ 900 e tem o objetivo de ensinar as pessoas a fugir da acomodação mental.

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Carla conta que, graças aos aparelhos de ressonância magnética, eletroencefalografia e tomografia computadorizada, nos últimos dez anos os neurocientistas descobriram que “a capacidade de processamento e de armazenamento do cérebro é ilimitada”.

Mas para que nossa massa cinzenta funcione bem e crie novos neurônios – que se repõem apesar da idade – é preciso uma alimentação com muita proteínas, pouca gordura e vitaminas C, D e E, exercícios físicos e uma boa noite de sono.

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Esse processo, chamado de neurogênese, pode ser prejudicado por drogas, álcool e pelo estresse. Mas a novidade é que, até pouco tempo, os cientistas achavam que os neurônios morriam – agora, eles já sabem que eles podem nascer de novo. Basta exercitar diferentes partes do cérebro.

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Os cientistas descobriram também que o cérebro pode se atrofiar quando usamos os mesmos caminhos para resolver problemas. O segredo é praticar pelo menos três exercícios mentais diferentes por dia, que exercitem as áreas menos usadas no dia a dia, explica a psicóloga.

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- Se uma pessoa lê muito, deve fazer cálculos matemáticos ou jogos de raciocínio e de visão especial.

Pessoas que vivem esquecendo onde deixaram seus objetos ou que perdem o fio da meada quando são interrompidas precisam fazer neuróbica. Foi o que aconteceu com a gerente de RH (Recursos Humanos), Simone Penteado, que fez o curso de Carla há três anos e conseguiu melhorar bastante o desempenho de seu cérebro.

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- Hoje, foco nas situações que estou vivendo, não me perco mais quando estou falando, nem esqueço mais as coisas por aí. Mas faço os exercícios todos os dias.

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Até o filho de Simone, que tinha déficit de atenção e dislexia, fez o curso e obteve 70% de acertos em testes simulados para a Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman.

Há um mês, depois de conciliar o trabalho em uma empresa de estacionamento com o de consultora na empresa de Carla, Simone pediu demissão do cargo que ocupava há 18 anos, e passou a se dedicar exclusivamente à neuróbica.

A consultora recomenda o curso para pessoas que têm medo de falar em público; a profissionais de saúde, para que consigam passar as informações aos seus pacientes de forma clara e tranquila; e aos pais, para que consigam tratar os filhos com paciência em momentos de estresse e não explodam de forma inconsciente.

Segundo os especialistas, nunca é tarde, nem cedo, para exercitar o cérebro. O importante é viver inventando novas maneiras de malhar a massa cinzenta, acrescenta Carla.

- Se a pessoa fizer sempre palavras cruzadas vira hábito e deixa de ser neuróbica.