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Carolina Kasting se assustou ao ler o roteiro de sua vilã

Da Redação ·
 Carolina Kasting, atriz que está no elenco de "Escrito nas Estrelas"
fonte: Maria Elisa Franco/UOL
Carolina Kasting, atriz que está no elenco de "Escrito nas Estrelas"

Quando Carolina Kasting foi questionada por sua filha Cora, de quatro anos, a respeito do lado negro da força –expressão criada na série "Guerra Nas Estrelas"–, teve o clique para definir o perfil psicológico da egoísta Judite, personagem que a atriz interpreta em"Escrito nas Estrelas", da Globo. "Ela é má, capaz de fazer qualquer coisa para conseguir o que quer. Nunca havia interpretado uma vilã assim. Fiquei até assustada quando comecei a ler o roteiro", confessa.

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Durante o trabalho inicial de composição, a atriz fez uma análise do comportamento da personagem nos diferentes núcleos pelos quais transita. "Dependendo da pessoa com a qual esteja, ela se comporta de uma ou outra maneira. Ela não é a mesma com a família e com as amigas", exemplifica. Com outras vilãs no currículo, como a Rosana, de "Terra Nostra", e a Laura, de "Mulheres Apaixonadas", Carolina acredita que sua personagem no folhetim das 18 h supera as demais. "Ela não poupa nem os próprios filhos", afirma, indignada.

Em 2009, depois de despedir-se de Béatrice, sua personagem em "Malhação", a atriz aceitou o convite da diretora Karen Acioly para protagonizar o espetáculo infantil "Ogroleto". Em breve, ela terá de conciliar as gravações da novela com as apresentações da peça, que volta a estar em cartaz em maio. "Dei uma parada por conta do início da novela, mas já está tudo pronto para a reestreia", indica. Carolina se diz influenciada pelas experiências que está vivendo como mãe. "Descobri coisas novas e mudei muito com a maternidade. Isso também se vê refletido em algumas escolhas que fiz no terreno laboral", reconhece."

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É a primeira vez que você muda radicalmente de visual, abandonando inclusive o tom natural do seu cabelo. A que se deve essa necessidade? Conversei com o Papinha –diretor da novela– sobre a personagem e chegamos à conclusão de que seria necessário mudar o registro. A ideia era fazê-la meio perua, já que ela é consumista e se preocupa com a aparência. O cabelo castanho, que gosto mais para mim, é um pouco romântico. Não combina com ela, que é muito extrovertida. Depois de assistir ao filme "Um Sonho Possível", com a Sandra Bullock, pensei: "É isso! Ela vai ficar bem com a franjinha picotada e o cabelo mais claro, louro".

Mas a mudança não se dá só no quesito físico. Pela primeira vez você faz uma personagem mais extrovertida. Como é a experiência? Muito legal. Eu já tinha participado de duas temporadas de "Malhação" e, por mais que a Béatrice, minha personagem na novelinha, não fosse tão espevitada, já tinha uma abertura maior. Tirando essa experiência, pode-se dizer que minhas personagens eram realmente mais introspectivas. Em "Escrito nas Estrelas", além dessa coisa meio exagerada, tem também a questão da maldade. Se consideramos essa combinação, ela é realmente muito diferente de tudo que eu já interpretei.

Que diferença você imprimiu à personagem? Na verdade foram várias as características que achava que a personagem deveria ter. Eu já tinha vivido outras vilãs em novelas, mas queria fazer algo totalmente diferente dessa vez. Como ela é uma dondoca que não quer abrir mão da comodidade de um casamento falido, era importante destacar o lado fútil dela. E também mostrar que ela não tem princípios. Age sem se preocupar com as consequências dos seus atos. Sem contar que ela é meio bipolar. Vai da depressão à euforia. Estou adorando fazer.