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Cientistas descobrem a corrente de água mais profunda do mundo

Da Redação ·
 A novidade é importante porque a corrente é parte fundamental de um padrão de circulação dos oceanos que ajuda a controlar o clima no planeta
fonte: J. Kietzmann/ National Science Foundation/Reprodução
A novidade é importante porque a corrente é parte fundamental de um padrão de circulação dos oceanos que ajuda a controlar o clima no planeta

Pesquisadores japoneses e australianos descobriram a mais de 3 km de profundidade, na plataforma marítima da Antártida uma corrente fria de água considerada por especialistas como a mais profunda e densa do mundo. O volume dela equivale a 40 vezes ao do rio Amazonas.

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A novidade é importante porque a corrente é parte fundamental de um padrão de circulação dos oceanos que ajuda a controlar o clima no planeta.

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Os cientistas já haviam detectado indícios dessa característica, mas de acordo com um estudo publicado neste domingo (25) na revista científica Nature Geoscience, já se tem a certeza.

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Steve Rintoul, do Centro Cooperativo de Pesquisas do Clima e Ecossistemas da Antártida, comentou sobre a corrente.

- Não sabíamos se era uma parte significativa da circulação dos oceanos, agora temos a certeza que sim.

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Ele explicou que trata-se da mais rápida já identificada, com uma velocidade de 20 cm por segundo e capacidade de transporte de 12 milhões de metros cúbicos por segundo das água fria e salgada da Antártida.

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- Essas são as maiores velocidades que vimos até agora nessa profundidade, de 3 km abaixo da superfície, o que foi realmente uma surpresa para nós.

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A corrente é parte de uma rede muito maior que atravessa os oceanos do mundo, agindo como uma esteira rolante para distribuir o calor ao redor do globo.

Os oceanos são também um grande estoque de CO2 (dióxido de carbono), o principal gás causador do efeito estufa que é emitido naturalmente pelo homem, principalmente pela queima de combustíveis fósseis.

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A equipe usou equipamentos de medição ancorados ao fundo do mar em profundidades de até 4,5 km e registrou a velocidade da corrente, sua temperatura e salinidade durante um período de dois anos.

- As medições contínuas nos permitem, pela primeira vez, determinar a quantidade de água que a corrente profunda leva para o norte.

Ele disse que um ponto-chave para prever o clima é saber se a circulação vai se manter com a sua força atual ou se é sensível a alterações como as provocadas pelas mudanças climáticas, o que requer ainda mais melhorias nas medições da velocidade e do volume da água salgada fria ao redor da Antártida.