Entretenimento

Yes toca três discos clássicos na íntegra

Da Redação ·
 Yes toca três discos clássicos na íntegra
fonte: google -oglobo.globo.com
Yes toca três discos clássicos na íntegra

SÃO PAULO, SP, 23 de maio (Folhapress) - De uns cinco anos para cá, virou moda banda fazer shows ou turnês tocando um disco clássico na íntegra. Aderindo ao coro, a banda inglesa de rock progressivo Yes, com toda excentricidade que lhe é característica, está excursionando com o repertório não de um, mas de três álbuns completos.

São eles: "The Yes Album" (1971), o terceiro disco da banda; "Close to the Edge" (1972), o quinto trabalho e o último com o baterista original, Bill Brunford; e "Going for the One" (1977), o oitavo, que marcou o retorno do tecladista Rick Wakeman à formação depois de três anos ausente.

A trinca será tocada de cabo a rabo, cada disco não necessariamente em ordem cronológica, hoje e amanhã no HSBC Brasil, em São Paulo. Em turnê pelo Brasil desde o dia 19, a banda ainda se apresenta domingo no Rio de Janeiro e segunda em Porto Alegre. Com direito a uma introdução tirada de "Firebird Suite", de Stravinski, e a um bis com a canção "Roundabout", o primeiro single do álbum "Fragile" (1971), o repertório costuma somar duas horas redondas de show. Sim, o Yes pode.

"Escolhemos esses discos por acharmos que são os mais representativos da carreira do Yes. Além de registrarem direções diferentes na trajetória da banda, são os mais bem sucedidos e resumem bem o que conseguimos realizar naquela época", diz o baixista e líder da banda, Chris Squire, 65.

Segundo o músico, os shows estão bem empolgantes. "A banda está muito entrosada, os discos estão saindo exatamente como foram gravados e, quando toco esse material, me sinto como se estivesse de volta aos meus 20 anos. Esse repertório está encravado no meu inconsciente, nunca esqueci como tocá-lo", acrescenta.

Quanto àquela época, uma diferença que o baixista aponta são os aditivos. "Rolavam muitas drogas, o que de alguma forma ajudava no nosso processo criativo."

Isso ajuda a explicar a alta proficuidade da banda à época, que chegou a lançar sete álbuns entre 1969 e 1974. Só em 71, foram dois. "Era um trabalho de 24 horas. Quando não estávamos no palco, estávamos ou em estúdio ou compondo no hotel. Hoje em dia, com a conjectura atual das gravadoras, isso seria impossível", avalia Squire, que entrou para a banda em 1968.

continua após publicidade
confira também

Dos anos 70, a formação atual ainda inclui o guitarrista Steve Howe e o baterista Alan White. Fazendo os teclados,desde 2011 está Geoff Downes, que já tinha substituído Rick Wakeman no começo dos anos 80. Quem assume os vocais é o competente John Davison, que entrou na banda no ano passado.

Entre ex-membros e atuais, o grupo contabiliza 18 músicos e o curioso é que todos continuam vivos, com a exceção do influente guitarrista e membro fundador Peter Banks, que morreu em março deste ano, aos 65 anos, vítima de parada cardíaca. "Ele só tocou em dois álbuns do Yes, mas foi extremamente importante para definir o som da banda e o rock progressivo como um todo", declara Squire.

O clima com relação a outro membro fundador, o vocalista Jon Anderson, é menos solene. O vocalista foi substituído contra a própria vontade, em 2008, quando não pôde excursionar com a banda devido a problemas de saúde. Apesar de boatos de ele participar de um espetáculo na Broadway neste ano, em comemoração aos 45 anos de Yes, Squire descarta qualquer envolvimento com o cantor no futuro próximo. "Ele está fazendo os seus próprios shows, não faz sentido considerarmos isso agora."

Squire adianta que a banda já está trabalhando com material novo e deve entrar em estúdio no outono europeu, para gravar o seu 21º disco de estúdio. Sim, o Yes pode.

continua após publicidade






YES

QUANDO Quinta (23) e sexta (24), às 22h

ONDE HSBC Brasil (Rua Braganca Paulista, 1281, Chácara Sto Antônio), www.ingressorapido.com.br

QUANTO a partir de R$ 100