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Roger Ebert, crítico de cinema, morre aos 70 anos

Da Redação ·
 Roger Ebert, crítico de cinema, morre aos 70 anos
fonte: Reuters/Mario Anzuoni)
Roger Ebert, crítico de cinema, morre aos 70 anos

Morreu o crítico de cinema Roger Ebert, premiado com o prêmio Pulitzer, segundo informações da agência de notícias Reuters. O jornalista do “Chicago Sun-Times”, de 70 anos, tinha perdido a capacidade de falar e comer depois de cirurgias de tireoide e por causa de um câncer da glândula salivar em 2002 e 2003. Ele havia confirmado nesta semana que o câncer havia voltado.

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"É com o coração pesado que relatam que o lendário crítico de cinema Roger Ebert (zebertchicago) faleceu", relatou o perfil no Twitter do “Chicago Sun-Times” onde ele trabalhou por décadas. "Há um buraco que não pode ser preenchido. Um dos grandes nomes nos deixou. Roger Ebert faleceu aos 70 anos de idade", acrescentou o jornal.

Além de seu trabalho na imprensa escrita, Ebert estabeleceu sua reputação ao se apresentar em programas de TV. Trabalhando ao lado de críticos como Gene Siskel e Richard Roeper, ele esteve à frente, entre 1986 e 2006, de uma atração que ficou popular graças à marca registrada "thumbs up" (polegares para cima, em tradução livre) e "thumbs down" (polegares para baixo). O gesto indicava se um filme estava aprovado ou reprovado.

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Em seu obituário, o "New York Times" cita que "não seria um exagero dizer que o senhor Ebert foi o crítico de cinema mais conhecido de sua geração, e um dos mais confiáveis". O jornal também lembra que, após o câncer de 2002, Ebert passou a ter uma "imagem pública completamente diferente – a de alguém que recusou se render à doença".

A aparência do crítico mudou significativamente após as cirurgias para conter tumores malignos na tereoide, nas glândulas salivares e queixo, quando ele deixou de beber, comer e falar.

A despeito das limitações, "ele continuou a escrever resenhas e comentários e publicou um livro de culinária que ele havia iniciado, de refeições que podem ser feitas numa panela de arroz", prossegue o "Times". O jornal lembra-se ainda de uma declaração de Ebert à revista "Esquire" em 2010. "Quando estou escrevendo, meus problemas se tornam invisíveis, e eu sou a mesma pessoa que sempre fui. Está tudo bem. Eu sou como deveria ser."

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Obama lamenta
Nesta terça-feira (2), Roger Ebert escreveu em seu blog pretendia tirar uma "licença" em sua carreira por causa da volta do câncer havia voltado. De acordo com a Reuters, em dezembro o crítico havia sofrido uma fratura de quadril, que parece ter relação com a doença. No post mais recente, ele comentou: "Serei capaz de finalmente fazer aquilo que sempre fantasiei fazer: resenhar apenas os filmes que eu quiser resenhar".

De acordo com a EFE, Barack Obama e Michelle Obama se declararam "entristecidos" com a morte do primeiro crítico de cinema a ganhar o Pulitzer – o prêmio foi conquistado em 1975. Em comunicado enviado pela Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos afirmou: "[Quando Ebert] não gostava de um filme, ele era honesto, já quando não gostava, era efusivo, captando o poder único que tem o cinema para nos levar a um lugar mágico".

"Os filmes não serão os mesmos sem Roger", prosseguiu Obama, acrescentando que durante a doença o crítico "continuou compartilhando sua paixão e seus pontos de vista com o mundo". Já a agência AFP completa informa que o presidente afirmou que Ebert foi "para uma geração de americanos e, especialmente para Chicago, o próprio cinema".