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Tatuagens em versão “G G” ganham espaço nos estúdios

Da Redação ·
A empresária Patrícia Oliveira, 25, fez uma homenagem ao irmão
fonte: Kadu Nakaguishi
A empresária Patrícia Oliveira, 25, fez uma homenagem ao irmão

O hábito de tatuar a pele é tão antigo quanto a própria humanidade e, a cada ano, esta arte milenar se reinventa, trazendo novas técnicas e formas. A prática, até bem pouco tempo estigmatizada, tem mudado o conceito de muita gente, que não quer só exteriorizar os sentimentos na própria pele, quer que seja visto. Diferente de antes que as imagens podiam ser facilmente escondidas por baixo da roupa, hoje saltam aos olhos até dos mais desatentos. De provas de amor, homenagem a entes queridos, brincadeiras entre amigos, as tatoos circulam por aí ilustrando corpos com extrema criatividade.

O tatuador apucaranense Orlando Massadi Matsui Júnior, 23 anos, de Apucarana, observa que os padrões têm mudado nos últimos anos. “Acredito que o preconceito diminuiu. As pessoas mudam a forma de pensar com o passar do tempo”, avalia.

Profissional há seis anos, ele, que aprendeu tatuar aos 17 anos quando morava no Japão, explica que no mundo das tatuagens existem dois tipos, as comerciais, que são desenhos prontos, e as custons, quando o tatuador cria um novo desenho.

O tatuador Anselmo Prado, 33, conterrâneo de Matsui, concorda com o colega de profissão. “O preconceito era muito grande. A partir do momento em que a maioria das pessoas fez uma tatuagem, o resto que sempre teve vontade acabou se rendendo também”, avalia.

Apesar de algumas profissões ainda resistirem à arte, Anselmo, tatuador há 15 anos, revela que seu estúdio é procurado por estudantes, advogados e empresários. Mesmo sendo profissionais de áreas consideradas mais “sérias”, segundo o tatuador, muitos não hesitam e já faz tatuagens enormes, que fecham todo o braço ou a perna.

Vontade antiga -  Foi através do esporte que o empresário Eduardo Vidal Machado, 32, tomou coragem para tatuar o corpo. “Comecei a fazer Jiu Jitsu e fui criando coragem”, explica o apucaranense, que tatuou um tribal enorme na parte superior do braço.

De acordo com ele, a esposa Janaína Vida Machado, 31, tem há anos uma borboleta desenhada no pé e o apoiou completamente. Satisfeito com o resultado, ele já pensa em aumentar o desenho e fechar o braço todo.

Homenagem - Apaixonada por tatuagens, a empresária Patrícia Oliveira, 25, fez com 16 anos seu primeiro desenho no corpo: uma borboleta, nas costas. Alguns anos depois após perder o irmão em um acidente, ela resolver fazer uma homenagem a ele tatuando uma imagem, que representa os dois caminhando para um lugar feliz. “Sempre tive vontade e nunca liguei para o que as pessoas poderiam pensar”, reforça. Além da enorme tatoo nas costas, Paty tem mais dois desenhos pelo corpo, um no braço esquerdo e outro no direito. “Quero continuar transformando o meu corpo em uma obra de arte”, revela.

Unidos pelo tatoo - A história do tatuador André Nunes, 24, de Maringá, e da vendedora Laiz Nunes, 19, de Apucarana, hoje sua esposa, nasceu em um estúdio de tatoo, em Rolândia. André tem o corpo coberto de tatuagens. Cada imagem representa um momento de sua vida, inclusive uma homenagem ao pai, que já é falecido. A maioria das tatuagens tem como referência tema cristãos, como uma plaqueta contendo os dez mandamentos do Cristianismo.

Como tatuador, André explica que as tatuagens aumentaram de tamanho. “Hoje em dia, as pessoas estão se sentindo mais donas do próprio corpo. Faço desenhos bem variados que vão desde tatuagens comerciais, custons, orientais, entre outras”, afirma.

A vendedora Lais, como não podia ser diferente, tem a maioria dos desenhos feitos pelo esposo André. O braço esquerdo da jovem é fechado com imagens meigas e coloridas. “Por ser vegetariana e amor os bichos, optei por tatuagens que demonstram esse carinho”, confessa.

Além dessas, Laiz fez uma tatuagem na parte interna do lábio em homenagem ao esposo. “Escrevi o nome dele, mas essa não foi ele quem fez, senão estragaria a surpresa”, diz.

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