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Processo de racismo contra Alexandre Pires é arquivado

Da Redação ·
 Alexandre Pires durante o clipe "Kong"
fonte: Divulgação
Alexandre Pires durante o clipe "Kong"
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O processo onde o cantor Alexandre Pires é acusado de suposta discriminação racial e sexista foi arquivado pelo Ministério Público Federal (MPF) da cidade de Uberlândia na quarta-feira (24). O clipe da música “Kong“,  que conta com a participação do jogador Neymar e do funkeiro Mr. Catra, mostra gorilas invadindo uma festa e dançando ao lado de mulheres de biquíni. A “Secretaria Nacional de Promoção de Igualdade Racial” acusava o clipe de utilizar “clichês e estereótipos contra a população negra” e reforçar “estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual”. O procurador da República Frederico Pellucci, que investigou o caso, afirmou que apesar de que “historicamente a relação homem-macaco seja utilizada para desumanizar o negro, não se pode concluir que qualquer trabalho de expressão que invoque a figura do macaco tenha, desde sempre, esse objetivo”. Pellucci analisou a letra da música o vídeo, e entendeu que “a invocação ao gorila tem mais a ver com a virilidade do que com a negritude, porquanto não se olvida que o macaco, como expressão da origem animal do homem, é objeto de inúmeras relações quando o assunto é virilidade, fetiche, força e masculinidade”. “Não se pode dizer que a letra da música ou seu videoclipe tiveram a intenção de atacar quem quer que seja, mas sim apresentar-se de maneira descontraída e bem-humorada, descabendo adentrar na discussão quanto ao bom ou mau gosto na escolha das respectivas expressões e cenas”, finalizou o procurador.