Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Varejo dá leve alívio a taxas curtas, e demais vértices têm viés de alta

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros fecharam esta terça, 8, com viés de queda nos vencimentos curtos e intermediários, ainda na esteira da divulgação de números mais fracos de atividade doméstica, que podem abrir espaço para o começo do ciclo de redução da Selic. Os prazos mais longos, por outro lado, caminharam em sentido contrário, em leve alta e alinhados ao aumento no rendimento dos Treasuries.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2026 oscilou de 14,923% no ajuste anterior para 14,920%. O DI que vence em janeiro de 2027 passou de 14,200% no ajuste da véspera a 14,185%. O vértice de janeiro de 2028 terminou o dia em 13,440%, vindo de 13,457% no ajuste antecedente. Já o contrato de janeiro de 2029 subiu de 13,307% no ajuste de segunda-feira para 13,325%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Nos vértices a partir de 2030, houve um movimento um pouco mais claro de elevação. O contrato de janeiro de 2030 avançou a 13,390% no fechamento, vindo de 13,343% no ajuste, e o DI de janeiro 2031 aumentou de 13,394% ontem no ajuste para 13,450%.

Cláudio Pires, sócio-diretor da MAG Investimentos, observa que desde cedo os juros longos mostraram abertura, o que ele atribui a declarações a aliados feitas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de que não pretende se candidatar à Presidência da República em 2026 - o que é visto pelos agentes de mercado como uma notícia negativa, dada a preocupação com o quadro fiscal.

Já na segunda parte da sessão, diz Pires, a piora seguiu a curva dos EUA, onde um leilão primário de títulos de 3 anos e mais anúncios de tarifas comerciais pelo presidente Donald Trump pressionaram o rendimento dos Treasuries.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Às 18h08, o rendimento do título do Tesouro americano de dois anos oscilava ao redor da estabilidade, em 3,894%. O rendimento da T-note de 10 anos avançava a 4,406% e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,927%. "Desde a aprovação do pacote fiscal de Trump as taxas de médio e longo prazo dos EUA estão pressionadas, o que afeta as taxas locais e os mercados de forma geral", afirma Pires. Já na parte curta da curva, os números do varejo brasileiro frustraram as expectativas e aliviaram as taxas, aponta o sócio-diretor da MAG.

Publicada nesta terça pelo IBGE, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou que as vendas no varejo restrito caíram 0,2% entre abril e maio, feitos os ajustes sazonais. A mediana de 27 analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast apontava alta de 0,2%. Já o volume de vendas ampliadas subiu 0,3% na passagem mensal, ante previsão de avanço de 1%.

"Os juros curtos fecharam mais do que os longos. O que contribuiu para esse movimento foram os números de atividade, que abririam espaço para o Banco Central flexibilizar os juros um pouco antes", destaca Pires, ponderando que este não é o cenário da gestora de recursos. A MAG ainda vê permanência da Selic em 15% até o início de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo os economistas Gabriel Couto e Rodolfo Pavan, do Santander, o desempenho do comércio ampliado foi a segunda surpresa negativa consecutiva em relação ao setor. No entanto, afirmam Couto e Pavan, a composição do dado evidencia menos sinais de fraqueza da atividade do que o índice agregado, uma vez que apenas três segmentos tiveram redução das vendas em maio, e houve uma forte queda no setor de atacarejo, que tem volatilidade elevada. "Continuamos a ver desaceleração gradual da atividade como o cenário mas provável à frente", avaliam os economistas.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline