Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Trump afirma negociar tarifas com a China, que nega tratativas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra a China registrou novo embate nesta quinta-feira, 24, com o líder americano e Pequim dando versões diferentes sobre uma possível trégua. Do lado chinês, um dia após Trump afirmar que buscaria um "acordo justo" com Pequim, o porta-voz do Ministério do Comércio da China, He Yadong, afirmou que um acordo hoje seria como "tentar pegar o vento". "A posição da China é consistente e estamos abertos a consultas e ao diálogo, mas tais consultas e negociações devem ser conduzidas com base no respeito mútuo e de maneira equitativa."

Segundo ele, "atualmente não há negociações econômicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos, e quaisquer alegações sobre progresso nas negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA são rumores infundados, sem evidências factuais".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Já Trump disse ontem que se reuniu com representantes chineses, sem dizer quem teria participado da conversa. Segundo ele, essa informação "não importava". O comentário aconteceu antes do almoço de Trump com o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, na Casa Branca, em que tratou de comércio exterior e a guerra entre Ucrânia e Rússia. "A Noruega sempre foi uma ótima aliada, uma amiga. Conversaremos sobre comércio e acredito que chegaremos rapidamente a um acordo", disse.

No início da semana, Trump disse aos repórteres que "tudo está ativo" quando questionado se ele estava em negociações com a China, embora seu secretário do Tesouro, Scott Bessent, tenha dito que não havia negociações formais. Trump impôs tarifas de 145% sobre as importações da China e Pequim respondeu com taxas de 125% sobre os produtos dos EUA.

Trump concedeu a outros países uma prorrogação de 90 dias para o tarifaço, mas Pequim foi a exceção. Já os chineses restringiram a exportação de minerais de terras raras e entrou com processos contra Washington na Organização Mundial do Comércio (OMC).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A China também disse que novas negociações devem incluir o cancelamento de todas as tarifas impostas pelo republicano. "As medidas unilaterais de escalada tarifária foram iniciadas pelos Estados Unidos. Se os EUA realmente quiserem resolver o problema, deverão enfrentar as vozes racionais da comunidade internacional e de todas as partes no país, cancelar completamente todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China e encontrar maneiras de resolver as diferenças por meio de um diálogo justo", disse He Yadong.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reiterou a posição chinesa, segundo a qual a guerra tarifária foi iniciada pelos Estados Unidos e que a China só se envolveria em negociações sob certas condições. "A atitude da China é consistente e clara: se vocês querem lutar, lutaremos até o fim; se vocês querem conversar, a porta está aberta", disse.

Mercados

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As declarações conflitantes não tiraram o bom humor do mercado financeiro, que ainda aposta em um acordo entre os países. O Ibovespa fechou a quinta-feira aos 134,5 mil pontos (+1,79%), o maior patamar de fechamento desde 17 de setembro.

Em Nova York, os ganhos de S&P 500 (+2,03%) e Nasdaq (+2,74%) foram mais intensos com a ajuda do setor de tecnologia. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline